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Diogo Faro

Neto falhou, escorregou, fez um corte descaradíssimo com o braço e foi péssimo a tentar disfarçar. Temos a normalidade de volta (Diogo Faro)

A análise sarcástica de Diogo Faro a propósito do jogo do Sporting com o Belenenses SAD - e deste ano estranho, estranhíssimo que terminará com o clube do coração dele à frente da Liga

Diogo Faro

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ADAN
O Adan neste jogo parecia vocês no jantar de Natal, se o Belenenses fosse o vosso tio racista que vota no Chega. O tio bem tentou sair por cima com todos os argumentos estapafúrdios possíveis, mas vocês esticaram-se para todo o lado e não os deixaram entrar.

COATES
Já o Coates, foi aquela tia-avó que tanto está perfeitamente integrada na conversa sobre o curso de engenharia do vosso primo, como de repente lhe pergunta se já deu o módulo de bacalhau à Brás.

GONÇALO INÁCIO
Típico adolescente rebelde que gosta de arriscar ao máximo só para ver a reação dos pais. E nós fomos todos os pais a ficar com o coração nas mãos quando ele resolve fazer aquele corte (remate que seria uma lindíssimo autogolo) por cima da nossa baliza. Correu bem desta vez, Gonçalo Inácio. Desta vez.

NETO
Finalmente voltou ao que me tinha habituado no início da época. A falhar cortes e a escorregar em alturas péssimas para escorregar, mas também a fazer um corte descaradíssimo com o braço e a ser péssimo actor a tentar disfarçar para parecer que tinha sido com o ombro. Principalmente neste ano louco, é bom irmos tendo laivos de normalidade.

PORRO
Nem passar o Natal longe da família o mandou abaixo, apesar de não estar habituado. Mas o Sporting também não está habituado a estar em primeiro por esta altura e é assim que estamos. Ano mais estranho de sempre.

NUNO MENDES
Menos inspirado do que é normal. Corre o rumor de que estaria desanimado porque queria ter recebido a PS5 no Natal e ninguém lha deu, e ele também não consegue comprar porque ainda tem ordenado de juvenil. Mas mais vale assim. Não é como aconteceu ao Fábio Paim, que aos 16 já comprava carros sem sequer ter a carta, e depois foi o que foi.

JOÃO PALHINHA
Se o Pai Natal distribuísse porrada em vez de prendas, então para o ano o Palhinha podia fazer-lhe as vezes para ver se o velho finalmente descansava.

JOÃO MÁRIO
Começou a jogada que culminou no penálti que converteu, ou seja, no primeiro golo pelo Sporting desde o seu regresso. Parabéns ao João Mário (demorou, mas foi) e também por estar prestes a ser pai (não sei se demorou ou não, e creio que não temos nada a ver com isso).

TABATA
Acaba o ano com mais uma assistência e muita felicidade no rosto. Gosto destas pessoas que jogam com alegria na cara, fazem-me sempre acreditar que podemos ser campeões mesmo sabendo que estamos a falar do Sporting e que, por isso, não vale a pena estar com grandes esperanças porque ainda é possível que apareça uma pandemia nova quase no fim do campeonato e que este seja cancelado.

TIAGO TOMÁS
Mais um belo golo deste jovem que, segundo o comentador, ainda nem sequer tem os músculos bem desenvolvidos. Meio estranho este comentário à sua compleição física, mas ao mesmo tempo não há nada que eu não espere dos comentadores. Os comentadores são o meu 2021: já estou por tudo, nada me vai me surpreender.

PEDRO GONÇALVES
Não fosse ter feito tudo o que já fez esta época, e merecia passar a passagem de ano sozinho num quarto escuro a ouvir Lady Gaga em loop, por ter perdido aquela boca a tentar fazer uma cueca. Sim, a que deu o golo do Belenenses.

MATHEUS NUNES
Teve os seus minutos para cumprir o habitual segurar de resultado. E tem cumprido bem.

NUNO SANTOS
Já não estava habituado a ficar no banco. Nem nós. Mas talvez tenha sido melhor assim, que ele tem uns pés delicados e o relvado não estava bom para um tecnicista como ele, e ainda se aleijava.

ANTUNES
Entrou, varreu quem tinha a varrer e assim deu o seu contributo à equipa.

SPORAR
Cinco minutinhos para esticar as pernas. Deve é ter pensado que “se era para isto, mais valia ter ido passar o Natal à terra”.