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Diogo Faro
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Cronista da Tribuna Expresso

A última vez que ganhámos ao Benfica em casa, estava o Nuno Mendes a fazer os TPC de Geografia no 6º ano (por Diogo Faro)

Na sua análise humorística ao dérbi que o Sporting venceu, Diogo Faro começa por pedir desculpa aos vizinhos: "Festejei tanto no golo que até os devo ter induzido em erro, levando-os a achar que tinham anunciado o fim da pandemia"

Diogo Faro

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ADÁN

Aproveito já este primeiro parágrafo para pedir desculpa a todos os vizinhos do meu bairro. Festejei tanto no golo que até os devo ter induzido em erro, levando-os a achar que tinham anunciado o fim da pandemia.

COATES

Um jogo lindo e exemplar, no qual meteu o compatriota Darwin no bolso. Ou no “buelso”, como dizem lá no Uruguai.

NETO

A minha relação de amor-ódio como o Neto prossegue. Aliás, não é amor-ódio (é só a expressão usada), porque nunca o odiei (que sentimento feio), só há jogos em que gosto menos dele. Hoje foi um dos jogos em que o amei.

FEDDAL

Por falar em cultura de cancelamento, que está muito na moda, fico contente que o Feddal e o resto da defesa tenham isso ao ataque do Benfica, mas só dentro de campo.

PORRO

Nem me tentem dizer que ele não cruzou a saber que o Odysseas ia assistir o Matheus Nunes. Este puto é um génio.

NUNO MENDES

A última vez que ganhámos ao Benfica em casa, estava o Nuno Mendes a fazer os TPC de Geografia no 6º ano, e a pensar no jogo Sporting-Benfica que tinha combinado para o intervalo da hora de almoço lá escola.

MATHEUS NUNES

Na última crónica, escrevi aqui o seguinte: “Matheus, meu filho, vai com tudo para o dérbi. Joga por ti, pelo Sporting e pelo Palhinha. Por quem quiseres, vá, mas joga bem, por amor de Deus (um ao calhas também)”. Só me tinha esquecido de acrescentar “e marca o golo da vitória”.

JOÃO MÁRIO

O maestro que precisávamos para este concerto. Bom, não foi um grande concerto, convenhamos, tanto que chegou a haver partes tão aborrecidas que estive perto de adormecer. Mas aquele encore aos 95 valeu por tudo.

NUNO SANTOS

Teve belos lances, tanto de sprints a abrir o jogo, como bons cruzamentos. A arte de tentar cavar faltas com gritos desmesurados é que ainda tem de ser aprimorada.

PEDRO GONÇALVES

O rapazinho nunca joga mal, e ontem claro que não se acanhou contra o Benfica. Agora, eu tive um dia tão mau que ele (por ter sido dos que esteve mais perto) bem que me podia ter evitado a ansiedade daqueles 94 minutos. Ter-lhe-ia ficado bem. Mas sem rancores, aguardo o regresso aos golos no próximo jogo.

TIAGO TOMÁS

Tinha dito na crónica anterior que era capaz de marcar. Não conseguiu, mas não foi por falta de empenho, visto que esta criança deu mesmo muito trabalho aos adultos da defesa do Benfica. Um bocado como todas as crianças e eu não sei porque é que as pessoas insistem em ter crianças, mas também não acho que seja agora assunto para esta crónica.

JOVANE

Entrou para dar o ar da sua graça, e deu mesmo. O jogo já a acabar, ele resolve deixar dois rapazinhos do Benfica pregados ao chão e cruza para o Porro. O resto já sabemos e, a sério, vizinhos, perdoem-me o barulho todo que fiz, eu já levo aí um tacho de sopa e uma garrafa de vinho para compensar.

DANIEL BRAGANÇA

Uns minutinhos para poder festejar a vitória dentro de campo com o seu cabelo de beto, para vincar o estereótipo de sportinguista.

PALHINHA

A única maneira da justiça da vitória ter sido ainda mais poética, era ter sido ele a marcar o golo, sendo que até esteve lá perto. Não que assim não tenha sido lindíssimo, mas se havia forma de ser ainda mais, só mesmo com o golo dele.

TABATA

Não me lembro de algum lance em concreto que tenha sido realmente bom, mas foi lá para dentro para a luta e contribuiu. Quem dá o que tem na mão, do que dois pássaros a voar não é obrigado. Já diz o ditado.