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Diogo Faro

Por amor de deus, Palhinha, controla-te. O jogo já estava praticamente ganho e foste de cabeça correr o risco de te aleijar (por Diogo Faro)

Na sua análise humorística ao Luxemburgo-Portugal, o sportinguista Diogo Faro tem um elogio especial para João Palhinha, que se estreou a marcar, mas também para Nuno Mendes: "Melhor jogador em campo. Mas melhor jogador em campo, no sentido de melhor jogador que hoje esteve em qualquer campo, em qualquer jogo do mundo"

Diogo Faro

Sylvain Lefevre

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ANTHONY LOPES

Só não levou mais golos porque, por causa do nome, os jogadores do Luxemburgo muitas vezes achavam que era um colega de equipa e ficavam muito confusos.

JOÃO CANCELO

Destaco o remate que fez ainda na primeira parte, por ter sido aquilo que na arte seria considerado pós-contemporâneo, mesmo que os menos versados em arte pudessem classificar apenas como “pouco ortodoxo”. Foi um remate na perpendicular, quase que rematou para trás. Brilhante.

RÚBEN DIAS

O Rúben hoje pensou: “O canal do Suez está desimpedido, mas há uma tempestade de lama em Portugal, e a situação tanto em Moçambique como no Myanmar está horrível. Isto deixa-me nervoso, preciso de descarregar”. Deu um pontapé no rapaz do Luxemburgo, que o fez dar um mortal à retaguarda, e ficou mais calmo.

JOSÉ FONTE

Conseguiu manter o nível do jogo anterior, ao contrário do que pensávamos possível. E por isso valeu-nos ser o Luxemburgo para não levarmos 3 ou 4 antes de conseguirmos reagir.

NUNO MENDES

Melhor jogador em campo. Mas melhor jogador em campo, no sentido de melhor jogador que hoje esteve em qualquer campo, em qualquer jogo do mundo. Exagero? Não acho. Agora só temos de desejar que tenha tempo e paciência para ensinar qualquer coisinha ao Ronaldo, Bernardo Silva, e todos no geral.

RENATO SANCHES

Esteve forte, destemido, intenso e sempre sem medo de lutar naquele meio-campo contra uma das melhores selecções de países que fazem fronteira com a Holanda, Alemanha e a França.

RÚBEN NEVES

Foi o melhor Rúben em campo em termos de estilo de lenhador, o segundo ao nível de rebentar canelas a adversários. Foi substituído perto do fim, já desgastadíssimo de esbanjar estilo com a sua barba de hipster de 2014.

JOÃO FÉLIX

Teve azar, desta vez. Foi ali mesmo quando ia começar a jogar bem que se lesionou. Estava mesmo, mesmo, quase a mexer no jogo quando torceu o pé. Ele e todos, a bem da verdade, que só lhes apeteceu a 3 minutos do fim da primeira parte.

BERNARDO SILVA

Foi dos melhores em campo, surpreendendo muito pouca gente. Quase tão pouca gente como surpreendeu o Rui Rio, que diz que não há racismo em Portugal, achar boa ideia que a Suzana Garcia – que por sua vez nunca disse nada racista na vida – seja candidata à Câmara Municipal da Amadora.

DIOGO JOTA

Mais um golo do Bonsai. Gostava muito que esta alcunha pegasse pelo menos até ele cortar o cabelo, apesar dos esforços do António Tadeia para lhe chamar Cabecinha de Ouro. Agora é uma competição entre mim e o Tadeia, espero que estejam do meu lado.

RONALDO

Deixou-me ansioso o tempo todo. Será que vai voltar a tratar mal a braçadeira, que foi das maiores humilhações para o Portugal desde que perdemos Olivença? Será que vai fazer outra birra como se fosse um bebé a quem já fizeram bustos e que empresta o nome a um aeroporto? Por outro lado, a braçadeira do jogo com a Sérvia serviu para solidariedade social, para ajudar uma criança, e neste marcou um golo. Achei mais graça à birra, ainda assim.

PEDRO NETO

Entrou directamente para cruzar para o golo do Bonsai. Jogou muito bem, de facto. E acima de tudo, proporcionou-me a oportunidade de voltar a chamar Bonsai ao Diogo Jota para reforçar.

PALHINHA

Por amor de deus, Palhinha, controla-te. O jogo já estava praticamente ganho e ainda foi para ali pôr-se a correr e a dar cabeçadas, correndo o risco de se aleijar. Se fiquei contente por ter marcado? Claro. Mas não sei se valeu o risco.

RAFA

Importante nos minutos finais para segurar esta vitória contra a poderosíssima selecção do Luxemburgo.