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André André: “Às vezes saem-me coisas que ninguém gosta de ouvir mas no norte isso é mais tranquilo. É um insulto motivacional aos colegas”

Numa época em que o balneário foi quase totalmente renovado (e em que Tiago cedeu o banco a João Henriques, à 3ª jornada), houve uma constante em Guimarães: André André, o capitão que admite à Tribuna Expresso “massacrar” (e até insultar) os colegas para manter a exigência, numa altura em que não há adeptos no Estádio Dom Afonso Henriques, algo que pode “facilitar” a tarefa do Sporting, esta noite (20h30, SportTV)

Mariana Cabral

Gualter Fatia

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Como está esse nariz com tantos testes à covid-19?
[risos] Desde a época passada, não sei, já devem ter sido mais de 20, porque vamos fazendo sempre uma ou duas vezes por semana. Custa um bocadinho, mas é tranquilo, passa rápido.

Pensas duas vezes nas ações em treino ou em jogo, como o cuspir para o chão, por exemplo?
Não penso muito, sinceramente. Quando chegamos ao campo tento fazer as coisas normais e depois em campo não penso na covid, porque se pensar nessas situações acho que isso me vai limitar. Somos todos testados e temos precauções, claro, mas só estando normal é que consigo estar bem para o jogo e para o treino.

Os adeptos fazem falta neste novo futebol?
Muita, muita. É muito estranho estar sem adeptos. São muitos anos sempre com público. Infelizmente já tinha experimentado essa sensação sem público uma vez, aqui, em Guimarães, quando os adeptos foram suspensos. Fica um jogo muito atípico e acho que para nós faz muita diferença. Os adeptos aqui levam-nos às vitórias, isto não é só estar a dizer da boca para fora. Quem está dentro do campo sente mesmo isso.

Sentes muitas diferenças em questões técnicas, uma vez que agora consegues ouvir o treinador?
Sim, num momento morto do jogo conseguimos, mas o que acontece é que, muitas vezes, estamos tão concentrados que o treinador pode estar a chamar, a chamar e só se ele insistir muito é que conseguimos ouvir. Pelo menos eu, que estou ali no meio-campo, agora se for alguém ali mais perto do banco já dá para dar um recado: "Olha, diz ao André para fazer isto ou aquilo". Aí a mensagem chega. Mas é verdade que o silêncio também permite às vezes ouvir coisas dos outros que podemos aproveitar [risos].

Achas que o facto de o Sporting ir jogar a Guimarães sem adeptos nas bancadas facilita a tarefa?
Acho que não é só para o Sporting, é para todas as equipas, todas sentem menos pressão. Porque jogar em Guimarães com o estádio cheio nunca é fácil. E mesmo para nós, porque nós também temos de sentir a exigência do clube e muitas vezes, não é que queiramos que aconteça, mas quando erramos um passe sabemos que com eles ali a assobiar a exigência obriga-nos sempre a melhorar. Mas é claro que para o lado contrário é muito mais. Quem vai jogar a Guimarães sem adeptos acho que se sente mais confortável.

Ben Radford

Então se agora alguém erra um passe, como capitão, cais tu em cima deles?
[risos] Ah, eu caio sempre em cima deles, assim como quero que caiam em cima de mim quando eu erro. É só assim, com essa exigência uns com os outros, que conseguimos melhorar individualmente e enquanto equipa. Também é isso que digo nos treinos: "Olha, quando errares vou massacrar-te" [risos]. Essa exigência é fundamental em tudo o que fazemos.

Tens colegas que fazem cara feia?
Alguns fazem cara feia, mas eles já sabem como é. Aprendi no futebol que quando acaba o treino ou o jogo, pronto, acabou. É o momento, temos de conseguir separar as coisas. Quero essa exigência e posso até insultar os meus colegas, mas é não é um insulto agressivo, é um insulto motivacional, é uma motivação para não deixar cair, para irmos atrás. Errou, passou, vamos à procura da próxima. É mais nesse sentido [risos]. Às vezes saem-me coisas que ninguém gosta de ouvir mas aqui no norte acho que isso é mais tranquilo [risos].

Faz alguma diferença para vocês defrontar o Sporting em 1º lugar, algo que já não acontecia há quatro anos?
Não, vamos encarar o Sporting da mesma forma. Sabemos que eles estão numa boa série de jogos, estão em 1º lugar, mas temos é de olhar para o nosso lado. Queremos crescer cada vez mais e acho que é uma boa oportunidade para nós. Talvez haja um pouco de motivação extra pelo bom campeonato que eles estão a fazer mas nós também queremos dar continuidade às vitórias que temos tido.

Enquanto médio, faz alguma diferença jogar contra um 3-4-3? Ou 5-2-3 ou 5-4-1, se olharmos para o momento defensivo do Sporting.
Não muito, porque acho que nos últimos anos já algumas equipas foram jogando dessa forma, apesar de sabermos que depois os diferentes treinadores têm sistemas com diferentes características. Pode jogar-se com um 4-3-3 mas de várias formas diferentes, assim como no 3-4-3. O importante é sabermos o que temos de fazer quando estivermos no jogo. Temos de saber as movimentações que eles podem fazer e temos de estar preparados para isso, no nosso momento ofensivo e no nosso momento defensivo. Desde que saibamos o que temos de fazer, o sistema é indiferente.

E ao contrário: sentes-te melhor a jogar em algum sistema ou é igual porque tudo depende das dinâmicas?
Sim, exatamente, depende das dinâmicas. Acho que é indiferente, porque um jogador de meio-campo é um jogador versátil, adapta-se bem a vários tipos de sistemas. Como disseste, acho que o conhecimento sobre as dinâmicas é que faz com o jogador se sinta confortável e a equipa também. Se todos pensarmos a mesma coisa, a equipa vai jogar muito melhor. Se todos estivermos focados naquela jogada, a jogada vai sair perfeita. Claro que essas dinâmicas se vão ganhando e estamos a tentar pô-las em prática no treinos e nos jogos.

Gualter Fatia

Sentes-te mais confortável a vir mais atrás, para receber de frente, ou a jogar dentro do bloco adversário?
Gosto das duas coisas. Gosto de estar entre linhas e receber a bola e conseguir virar logo o jogo para a frente e começar uma jogada de ataque. Também gosto de ir receber quando a bola não está a chegar muito, para dar uma dinâmica diferente ao meio-campo, para a equipa adversária não se sentir tão confortável, para não ficar sempre na mesma zona, porque assim fica fácil para o adversário controlar-te, se ficares só ali no teu círculozinho. Um jogador do meio-campo tem de ter essa versatilidade: tanto pode ir atrás buscar como pode aparecer em zonas de finalização como pode receber entre linhas. Isso só dificulta a tarefa de quem joga contra mim.

Então gostas de ser '6', '8', '10', tanto faz?
Gosto mais de '8'. Acho que sou um '8' que tem um bocadinho de '6' e que também tem um bocadinho de '10' [risos]. Por isso é que nem é o '6', nem é o '10', é o '8', é um bocadinho de tudo.

Que diferenças há agora no vosso jogo com João Henriques, em relação ao que faziam com Tiago?
É assim, com o mister Tiago estávamos com uma determinada dinâmica em que estávamos a melhorar a cada dia. Tivemos uma vitória, que era o que queríamos nos primeiros jogos. Ganhámos ao Paços de Ferreira, acho que estávamos a melhorar, mas o futebol é assim, surgem imprevistos. Um dia estamos aqui e noutro dia já estamos noutro sítio. Agora veio o mister João, estamos há três semanas com ele e queremos sempre melhor, de acordo com o que ele pretende para a equipa. Sabemos que ele não teve a pré-época connosco, são maneiras diferentes de treinar e estamos agora a habituar-nos. Queremos adaptar-nos o mais rápido possível para depois fazermos o que ele gosta de trabalhar nas suas equipas. É claro que em cima de vitórias é muito melhor e muito mais fácil trabalhar.

Podes dar algum exemplo sobre o que é diferente?
Cada um tem os seus métodos, as suas especificidades.

Tiago trabalhou com Diego Simeone no Atlético de Madrid. Sentiste que tinha um foco mais defensivo?
Percebo o que estás a dizer, mas não queria estar a falar muito sobre essas situações, porque acho que nenhum treinador é igual, assim como nenhum jogador é igual. Cada um tem o seu sistema, as suas características, as suas preferências. O mister Tiago tinha umas, o mister João tem outras. Obviamente todos queríamos ganhar, mas não tivemos tempo suficiente, se calhar, para fazer o que o mister Tiago queria para a equipa. Assim como ainda não temos tempo suficiente com o mister João.

O balneário ficou surpreendido quando Tiago saiu?
Sim, claro, toda a gente ficou. Nem sabíamos bem... Quando vimos, ficámos: será que é verdade? Ficámos um bocado surpresos, até porque foi depois de ganharmos contra o Paços. Mas é como disse: o futebol é assim, nunca sabemos o dia de amanhã. Não sei o que se passou, mas tive oportunidade de falar com o mister Tiago e ele sabe que lhe desejo a maior sorte do mundo, para ele e para a equipa técnica, porque gostámos muito de trabalhar com eles.

HUGO DELGADO/LUSA

Se fosses tu a decidir, como é que gostavas de jogar?
Ah, gosto de futebol apoiado, posse de bola, com uma reação rápida à perda. Um futebol organizado, pronto [risos]. Acho que temos tentado praticar esse futebol. Às vezes também não é fácil, jogamos contra equipas que treinam bem e que têm bons jogadores. Os treinadores estudam bem as equipas contrárias e nunca é fácil fazer aquilo que nós verdadeiramente queremos, não é? Mas temos de tentar. Gosto de jogar um futebol apoiado, estar num lado e virar rápido, e que sejamos objetivos no último terço: se temos gente na área, vamos cruzar.

O Luís Castro quando foi treinador do Vitória disse que tu eras muito interventivo em campo, que comunicas muito. Gostarias de ser treinador?
Não é uma coisa em que pense muito. Talvez daqui a uns tempos. Gosto de comunicar muito porque tenho a certeza que a comunicação é fundamental no futebol. Se há uma equipa que não fala, é uma equipa morta. Tem de haver vida, tem de haver alma no campo, tem de haver energia. Eu falar e depois o meu colega falar: "André, esquerda, direita". Coisas simples, palavras simples. "Olha as costas, estás só, roda o jogo". Isso dá mais conforto, é muito mais fácil jogar assim, com uma boa comunicação e com exigência. Quando há um passe falhado: "Não falhes esse passe, anda lá, vamos lá outra vez". Aprendi isto assim e gosto muito, sinto-me mais confortável com os meus colegas assim. Gosto de falar para apoiar. Vamos falar, vamos comunicar, temos de ter energia, não podemos estar mortos, os adversários têm de sentir que do outro lado está uma equipa viva, está uma equipa que quer ganhar. Também é assim que mostramos o que queremos.

Com tantos reforços de tantos países diferentes, desenrascas-te a falar inglês?
Sim, vou-lhes dizendo algumas palavras: esquerda, direita, homem... São palavras que eles têm de aprender logo, para ser mais fácil. Claro que no início vou falando inglês e também sei um bocadinho de francês, mas depois no jogo às vezes o pensamento sai em português, não é? Não tenho tempo para pensar como é que se diz isto ou aquilo em inglês ou em francês. Sai em português e acho que quem é interessado aprende isso rápido, porque assim é melhor para todos. Se fosse para outro país também me tentava interessar pela língua e em saber logo o mínimo, para o meu entrosamento e para o meu futebol ser melhor.

E com 19 reforços a entrar esta época, sentes-te como pai desta gente toda no balneário?
É difícil, porque são muitas nacionalidades, muitas culturas, e virem assim tantos reforços juntos nunca é fácil. Todos nós tentamos passar a mensagem do que o é o Vitória, do que é a nossa envolvência, do que são os adeptos, quais são as nossas responsabilidades por usar esta camisola. Agora, depende também de cada um o que quer introduzir, não é? Se eu for para um clube, tento informar-me sobre aquele clube, acho que esse tem de ser o pensamento dos mais jovens ou dos que cá chegaram. É lógico que se tivéssemos agora adeptos no estádio ia ser uma coisa totalmente diferente, iam saber logo o que lhes esperava [risos]. Assim ficam na expectativa, mas é o que digo: tentamos explicar o que é o Vitória, o que é a cidade de Guimarães, o que são os adeptos, o que é o clube, qual é a exigência que temos cá. Também lhes costumo dizer que se jogarem aqui podem jogar em qualquer clube, porque a exigência que se pede aqui é o que se pede no topo. Se eles estiverem bem aqui, é bom para eles e é bom para todos nós.

Gualter Fatia

Quando chegou aí o Bruno Varela, gozaste com ele por causa do penta que negaram ao Benfica, quando ele estava lá e tu no FC Porto?
[risos] Não, não.

Não acredito.
Claro que há sempre umas brincadeiras, mas não. Se tivesse sido eu a fazer o golo ainda era uma coisa [risos]...

Falaste do jogo contra o Paços, em que marcaste o penálti decisivo para a vitória no final. Já te passou pela cabeça fazer uma Panenka nessas alturas?
Não fazia, uma Panenka nunca ia fazer [risos]. E se alguém da minha equipa fizesse e marcasse, eu não lhe ia dizer nada, mas se falhasse... [risos] Aí íamos ter problemas.

Na última jornada, o Lucca, do Farense, pediu para marcar um penálti e depois falhou, à Panenka. Achas que as decisões dentro do campo têm de ser dos jogadores, mesmo indo contra o que está alinhavado no que diz respeito ao marcador dos penáltis?
Acho que uma equipa não é só um jogador. Se o outro pediu para bater e o marcador deixou-o bater... Acho que isso também é um sentimento de partilha, de equipa. Acho que não é um problema, acho que também ajuda a fazer um grupo.

Se calhar depende da disciplina dos treinadores.
Sim, se ele disser que não, temos de respeitar o mister e não ir por aí. Agora, se não estiver decidido ou se o mister não se opuser a isso, acho que não há problema nenhum.

Quality Sport Images

Como receberam o Ricardo Quaresma?
A malta reagiu bem. Eu já o conhecia porque já tínhamos estado juntos na seleção e ele chegou com uma motivação muito grande. Aos 37 anos está numa forma muito boa, cuida-se bem e demonstra empenho nos treinos e nos jogos, sempre a querer estar bem. Não se corta em nada no treino e isso mostra aos mais novos que é um exemplo. Se eles gostam de futebol, também têm de ver esses bons exemplos e querer a carreira que ele teve. Foi um grande reforço para nós, em todos os aspetos.

Um jogador com um estatuto assim também é praxado?
[risos] Claro, quando chegou teve a praxe dele, mas também não é uma praxe de ovos e farinha, são coisas simples. Ele não queria, mas sabia que tinha de haver [risos].

Foi o quê?
Isso são coisas nossas. Mas fez. [risos]

Tu também já és um dos veteranos do plantel, mas há muitos jovens. Essa mistura é o ideal?
Sim, na minha opinião é sempre preciso um bocado de tudo: ter gente experiente com gente jovem, e depois ali uns intermédios, nem tão jovens, nem tão experientes. Só ajuda, porque o conhecimento tático dos mais velhos e a experiência que têm na Liga vai ajudar e dar mais conforto aos jovens, para que eles aprendam e se desenvolvam. Se errarem, têm gente por trás e esse desenvolvimento é global. Acho que é sempre necessário ter jogadores experientes à volta, quando há uma equipa tão jovem, para ensinar e para ajudar em tudo o que o jogo pede. Porque as épocas são longas e há momentos bons e menos bons, momentos em jogas mais e jogas menos. Quando os momentos menos bons acontecem, é sempre bom ter alguém ali, que não seja o treinador, a falar e a dar uma palavra de incentivo. Isto ajuda os mais novos a crescerem e a serem melhores jogadores.

Há algum desses jovens que possas apontar e dizer: quem me dera ter os pés e a idade dele?
Não, não vou falar em individualidades, isso ficava mal [risos]. Para eles estarem aqui no Vitória é porque viram qualidades neles e eles têm demonstrado isso, se calhar uns já se mostraram mais do que outros, mas tudo a seu tempo. Irão aparecer em bom nível e isso será bom para eles e para o Vitória.

O que esperas para esta época, não só para o Vitória mas para o futebol português?
Acho que o futebol português tem um bom nível, ainda que as pessoas não falem muito disso. Quando vamos às competições europeias temos sempre bons resultados, boas equipas que fazem bons trabalhos lá fora. Isso demonstra que o futebol português é de qualidade. Não é fácil chegar aqui e jogar. Muitos jogadores vêm para aqui e pensam que as coisas são fáceis, mas são complicadas, não é fácil jogar contra as equipas portuguesas e contra os jogadores portugueses. Acho que temos muita qualidade.

Quem é o teu jogador preferido da Liga?
O Corona. Se ainda estivesse cá o Danilo, dizia o Danilo, o meu parceiro [risos]. O Corona também é meu amigo, gosto muito dele, tem muita qualidade.

Versão integral da entrevista originalmente publicada na edição de 7 de novembro de 2020 do Expresso

Carlos Freitas: “O Vitória é super interessante para jovens potros que se queiram afirmar e estejam tapados no seu crescimento”

Foi campeão em Portugal, esteve na Grécia (Panathinaikos), em França (Metz) e em Itália (Fiorentina), onde deixou amigos antes de chegar a Guimarães, no verão de 2019, para ser diretor-geral do Vitória SC, que não cumpriu os objetivos classificativos na primeira época. Em entrevista à <strong>Tribuna Expresso</strong>, Carlos Freitas explica a política de contratações do clube, o investimento em jovens das maiores ligas da Europa (alguns até campeões europeus de seleções), o gosto que tem pelo projeto da Red Bull no futebol e o porquê da aposta em Tiago Mendes, que terá a primeira experiência como treinador principal e, entretanto, já concluiu o IV Nível: "Não vejo como será esse diploma a fazê-lo mais ou menos preparado para o desafio"
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    Entrevistas Tribuna

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