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Carlos Gonçalves: “Entrei muitas vezes em confronto com Bruno de Carvalho, pelo Marco Silva. Quiseram fazer dele uma arma de arremesso”

Nesta primeira parte o fundador da ProEleven, que raramente dá entrevistas, conta como se meteu no mundo dos negócios do futebol e como às vezes é difícil, mas fundamental, dizer a um jogador que não está no nível onde pensa estar. Na carteira, conta com mais de 80 jogadores, de Gonçalo Paciência ao jovem Tiago Tomás, e quatro treinadores, entre eles Marco Silva e André Villas-Boas

Alexandra Simões de Abreu (texto), João Girão (foto) e Rúben Tiago Pereira (vídeo)

João Girão

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Vem de uma família em que o negócio já era importante?
Sim, o meu pai tinha lojas de pronto a vestir. Comecei muito novo a acompanhá-lo, ia para as lojas e gostava da área comercial. Aquilo que hoje sou devo muito ao meu pai. O gosto pelo negócio sem dúvida que veio dele.

E o gosto pelo futebol surge de onde?
Na família sempre fomos fãs de futebol, é uma paixão desde miúdo. Como nunca tive muita qualidade para jogar, nem sequer tentei carreira como profissional. Mas sempre acompanhei os jogos, as equipas e conhecia quase tudo do futebol. Não sendo uma área natural para mim, sempre foi algo que me fascinou e que estando por fora estava por dentro do mundo do futebol.

Em casa torcia-se porque clube?
A família era e é toda sportinguista, os meus filhos também. Mas é curioso que, quando se é profissional neste ramo, essa situação é completamente posta de lado. Como vivemos esse mundo de outra maneira a paixão do adepto acaba por se esbater.

Estudou Economia. Quando resolveu tirar esse curso qual era o seu objetivo?
Como sempre trabalhei com o meu pai, via-me, a mim e ao meu irmão, a trabalhar dentro dessa área. Ainda estive ligado à política, mas afastei-me.

Esteve ligado à política de que forma?
Fiz parte da juventude centrista, fui vice-presidente nacional desse órgão, mas houve uma altura em que a política deixou fazer sentido e afastei-me. Na altura, lancei com dois sócios, uma escola de idiomas chamada "Novas Gerações" que, além de organizar cursos linguísticos principalmente no estrangeiro, em escolas com quem fazíamos esses protocolos, organizava palestras com quadros internacionais. A área dos negócios familiar, depois a vertente linguística, e a minha paixão pelo futebol… Acabou por fazer sentido entrar neste mundo.

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