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Carlos Gonçalves: “Tive um jogador no Estoril que rejeitou ir para os LA Galaxy, jogar com o Zlatan, porque preferia a margem sul a LA”

Na segunda parte desta entrevista o CEO da ProEleven fala dos mercados, das comissões e das investigações ao mundo do futebol. Diz que nunca temeu que os Football Leaks apanhasse a sua empresa e garante que não foi nem é arguida em nenhum processo. Carlos Gonçalves aproveita também para criticar a FIFA e a sua forma de atuar em relação ao agenciamento. Revela também que houve um clube que já impôs num contrato que as botas do jogador, não podiam ser de uma determinada cor

Alexandra Simões de Abreu (texto), João Girão (fotografia) e Rúben Tiago Pereira (vídeo)

João Girão

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Existe a ideia de que a Proeleven é rival da Gestifute, de Jorge Mendes. É verdade?
Tento não olhar muito para isso. É evidente que pode acontecer pontualmente. Muitas vezes tentamos trabalhar com os mesmos atletas ou fazer o mesmo tipo de operações. Se há alguém que está à procura de um lateral direito e nós tentamos colocar um jogador, a Gestifute também, ou outros, e o negócio é só para um. Essa concorrência é normal. Fazemos o nosso trabalho, eles fazem o deles.

Falam um com o outro?
Não. Eu tenho muitos agentes, com quem tenho situações de parceria, mas com a Gestifute nunca aconteceu.

Rui Patrício andou a saltar de uma empresa para a outra. O que aconteceu?
[risos] Isso terá de perguntar ao Rui. Acho que acaba por ser normal. Não é agradável, mas...Se as pessoas livremente entendem que aquilo é o melhor para a vida delas, acabam por tomar essa opção e nós continuamos o nosso caminho. Eu só consigo dominar aquilo que depende de mim. Aquilo que são as decisões das outras pessoas não consigo influenciar. A lealdade das situações, o facto de serem mais reconhecidos ou menos reconhecidos depende das pessoas, e depois há momentos; há momentos em que sentem que faz sentido e mais tarde até podem achar que não foi o melhor. Para quem entra nesta atividade acaba por ser normal esse tipo de situações.

É verdade que os agentes de futebol tentam "comprar" ou convencer jogadores, oferecendo-lhes grandes carros?
Há quem faça. Não acredito nisso. Não acredito em pagar para trabalhar. Quando alguém começa uma relação que se quer de confiança e o primeiro sinal é pagar para se ganhar essa confiança, não me parece que seja a melhor forma. Porque a primeira coisa que se vai fazer é tentar potenciar esse investimento, esse gasto que se teve. Eu não consigo entender as relações que temos com os nossos agenciados e com quem trabalhamos dessa maneira. Agora sei que há quem utilize esse meio.

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