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Beto esteve para desistir do futebol, trabalhou no KFC, mas agora marca golos na Serie A. “Quero inspirar toda a gente a ser melhor pessoa”

Em pouco mais de três anos, Beto passou da distrital de Lisboa para a Serie A, numa ascensão meteórica que o levou a ser uma das revelações da última edição da I Liga e a vestir a camisola da Udinese, clube com o qual já marca golos no calcio. No entanto, o percurso do avançado nem sempre foi fácil e o português acredita que a sua história pode "inspirar outros" e "não só no mundo do futebol", incentivando-os a "arriscarem naquilo de que gostam". E Beto aproveita para "pedir desculpa" pelo conflito com o Portimonense antes de sair dos algarvios, mas explica que a Udinese "era uma oportunidade que não podia perder"

Pedro Barata

NurPhoto/Getty

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O físico imponente é visível até através de uma videochamada, mas, se qualquer adepto já está habituado a isso em Beto, o que desde logo surpreende no avançado é o sorriso fácil, a naturalidade do discurso, uma forma de falar sem as arramas que tanto nos habituámos que os protagonistas do mundo da bola tivessem quando se lhes permite falar.

Sentado numa cadeira em Udine, em Itália, Beto, avançado da Udinese, falou com a Tribuna Expresso de um percurso invulgar. E explicou que, para a sua ascensão meteórica, houve 90 minutos que tiveram um papel fundamental. Só que não se tratou de um jogo de futebol.

Estávamos em 2014. Era verão, a época dos amores enterrados na areia, das tardes infinitas e de mais uma eternidade de frases feitas. Só que a vida de Norberto Bercique Gomes Betuncal não parece ser compatível com coisas padronizadas ou previsíveis. Beto tinha 16 anos. Depois de ter começado a jogar futebol no União de Tires, o jovem esteve, entre os 13 e os 14 anos, na formação do Benfica, uma temporada que chegou para ver que "não estava ao nível" dos futebolistas da sua idade que estavam nas águias, os quais "jogavam demasiado bem". E, após um ano de regresso ao Tires e uma época no Oeiras, Beto estava "sem rumo".

"Depois de sair do Benfica, tive um momento de quebra", diz-nos o português, que explica que "a escola não corria bem", o que levava a mãe a ir tirando-o e voltando a colocar no futebol. Do Benfica, Beto voltou ao Tires mas, sem dizer nada a ninguém do clube, foi para o Oeiras. E, naquele verão de 2014, o adolescente de 16 anos "estava para desistir do futebol". E não desistiu porquê?

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