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Andrés Iniesta

O herói improvável

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Andrés Iniesta está habituado a espalhar classe pelos relvados fruto da imaginação, capacidade técnica e leitura, com e sem bola. O médio é um dos indiscutíveis de Vicente Del Bosque e, aos 32 anos, ainda pode fazer a diferença na seleção espanhola.

O momento alto ao serviço de Espanha aconteceu em 2010, ao marcar o golo que permitiu à seleção sair da África do Sul com o Mundial no bolso. Iniesta não é um médio goleador apesar dos 13 golos apontados em mais de 100 internacionalizações, mas se a bola sobrar para ele e o remate for a solução, é melhor os guarda-redes estarem preparados para agir.

O jogador chega ao campeonato da Europa com uma prestação algo discreta ao serviço do Barcelona, em comparação com anos anteriores. Ao todo, Iniesta realizou 28 jogos na Liga Espanhola e marcou um golo. Nem em assistências esteve muito melhor, fez apenas duas.

Mas Iniesta é um jogador cujo a importância não se mede em números. Vamos esquecer os golos, as fintas, as assistências e o metro e setenta de altura para falar da qualidade que oferece ao jogo. Quando Andrés Iniesta está em campo, o futebol do Barcelona e da seleção espanhola ganha outra fluidez e uma dinâmica completamente distinta. Na maioria das vezes parece que a bola fica com vida própria quando sai dos pés do médio.

No encontro de preparação com a Coreia do Sul, realizado no dia 1 de junho, viu-se um Andrés Iniesta a funcionar como motor do meio-campo ao lado de Fabregas, com quem já jogou no Barcelona.

Vicente Del Bosque confia na experiência do jogador nascido em Fuentealbilla para dar alma e corpo aos objetivos de uma seleção espanhola que procura revalidar os títulos alcançados em 2008 e 2012. Não será uma missão fácil, mas a inspiração de Andrés Iniesta poderá ser determinante para os espanhóis voltarem a sorrir.

Caso Iker Casillas fique no banco, a braçadeira de capitão certamente irá parar ao braço direito de Iniesta.

O primeiro jogo frente à República Checa vai servir de barômetro para perceber que Iniesta iremos ter em França.

Foto David Ramos