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Gianluigi Buffon

A idade é apenas um número

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Foto Alessandro Garofalo / Reuters

Um dos melhores guarda-redes da história do futebol. Na baliza é um gigante que funciona como um autêntico muro para os adversários. Deu continuidade à famosa escola italiana de onde saíram os guarda-redes mais cotados, como o lendário Dino Zoff.

Exímio entre os postes, sabe ler o jogo como ninguém para sair da baliza quando necessário e opor-se aos avançados que lhe aparecem na frente. É simultaneamente ágil e forte e com essas características transformou-se num ícone e num exemplo a seguir no futebol moderno. Revela uma enorme elasticidade e reflexos únicos, além de ser quase imbatível pelo ar.

Buffon começou a jogar futebol no Parma. No clube fez toda a formação e paralelamente foi ganhando espaço de forma natural, tal as qualidades que exibia na adolescência, nos diferentes escalões da "squadra azzurra". Estreou-se na equipa principal aos 17 anos e percebeu-se logo que seria um "caso sério" no futebol. No Parma ajudou o clube a conquistar uma Taça UEFA até que em 2001 a Juventus "perdeu cabeça" e protagonizou a transferência mais cara de sempre de um guarda-redes: pagou 53 milhões de euros por Buffon.

O currículo fala por si. É um dos três jogadores na história do futebol a participar em cinco edições de Campeonatos do Mundo pela Itália, um feito só ao alcance do mexicano Antonio Carbajal e do alemão Lothar Matthaus. Participa no Europeu de França e com isso faz o quarto Campeonato da Europa, além de ter sido escolhido pelo seu país para outras competições de prestígio como os Jogos Olímpicos ou a Taça das Confederações.

Em Turim foi batendo recordes atrás recordes. É ainda hoje o guarda-redes que mais vezes deixou a baliza em branco nos jogos da Série A e também na seleção italiana. É também o recordista da série mais longa de sempre de um guarda-redes sem sofrer golos no campeonato, registo alcançado esta época (2015/2016) onde esteve 12 jogos sem ser batido.

Integrou em 2004 a lista dos 100 melhores jogadores de sempre para a FIFA. Foi distinguido em 2006 com o prémio Yashin na sequência do título Mundial alcançado pela Itália, numa prova em que também fez parte do 11 ideal da prova. Esteve perto de ganhar a Bola de Ouro em 2006 mas acabou por ser segundo. Foi dez vezes eleito o melhor guarda-redes da Série A. Na Juve, foi sete vezes campeão, ganhou seis Supertaças e três Taças italianas.

Já anunciou que pretende retirar-se quando chegar aos 40 anos.