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Antonio Conte

A lenda da Juve

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Foto Claudio Villa

Oito títulos de campeão de Itália pela Juventus, cinco como jogador e três como treinador, catapultaram-no para a seleção nacional em ambos os papéis. No primeiro, foi finalista vencido no Mundial de 1994 e no Europeu de 2000; no segundo, vai ser posto à prova no Euro 2016, antes de assumir o comando do Chelsea.

Faltou-lhe enquanto treinador da Juve uma conquista europeia, que alcançou na pele de jogador em 1996, ao vencer a Liga dos Campeões ao lado de Paulo Sousa. Conseguir o inverso na seleção é agora o desafio, mas Conte não se atreve a incluir a Itália entre os favoritos à vitória no Europeu. "Não é um período fácil para o nosso futebol. É difícil encontrar jogadores para a seleção e só espero que seja um problema geracional e no futuro apareçam numerosos talentos", comentou o selecionador da squadra azzurra numa entrevista à France Presse.

Não será o melhor incentivo para os 23 convocados, mas se há equipa especializada em baixar as expectativas para depois soltar o veneno na hora certa é a Itália. Também há quem lhe chame cinismo. Certo é que com Conte não há meias medidas. "Ou fazes o que ele diz ou não jogas. Ele é alérgico ao erro", escreve na sua autobiografia Andrea Pirlo, figura central na Juventus de Conte, mas afastado do Europeu por opção do selecionador.

Em 2012, o treinador foi condenado a dez meses de suspensão, mais tarde reduzidos a quatro, por não ter denunciado resultados combinados quando estava ao serviço do Siena. Conte não foi acusado de ter participado no esquema de apostas ilegais, mas de ter "fechado os olhos" num caso que envolveu diretamente um dos seus adjuntos. Já este ano, em sede de recurso, um tribunal italiano ilibou-o.