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Erik Hamrén

O químico da Escandinávia

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Foto JONATHAN NACKSTRAND

Há o avançado Ibrahimovic, a seguir o goleador Ibrahimovic e por fim o capitão Ibrahimovic. A estratégia da Suécia para o Europeu é a mesma dos últimos anos: tirar proveito de um dos melhores futebolistas da atualidade. Nem o treinador o esconde. "É um desafio. Juntar um jogador de classe mundial a outros bons mas não tão bons como ele e formar uma boa equipa", resume Erik Hamrén, o homem que leva cinco anos nessa missão e diz ter encontrado "uma boa química" entre as duas partes.

Não chegou para estar no Mundial de 2014 – por culpa de Portugal e em especial de Cristiano Ronaldo, autor de três golos no triunfo por 3-2 na Suécia, na segunda mão do playoff -, mas foi o suficiente para marcar presença no Europeu de 2012 e agora no de 2016. Por vontade do próprio, será o último capítulo da passagem de Hamrén pela seleção, iniciada em Novembro de 2009 em regime de part-time, uma vez que, durante sete meses, acumulou o cargo com o de treinador do Rosenborg.

Campeão nacional na Dinamarca e na Noruega, o sueco é treinador desde os 24 anos e nunca se aventurou para fora da Escandinávia. Começou cedo, em 1981, porque uma lesão grave o impediu de continuar a jogar. Estava longe de ser um dotado. Foi mais profícuo a dirigir e, se passar a fase de grupos no Europeu de França, com adversários como a Bélgica, a Itália e a República da Irlanda, terá uma boa despedida da seleção.