Euro 2016

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Marcel Koller

Fiel à vizinha de cima

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JURE MAKOVEC/AFP

No seu país não devem ter sido apanhados de surpresa. O antigo internacional suíço dedicou os 17 anos da sua carreira de jogador a um único clube – o Grasshoppers – e como treinador também não é de andar a saltitar de um lado para o outro. Por isso, quando a Suíça o convidou em 2014 para orientar a equipa nacional, a resposta era mais ou menos óbvia: não, obrigado.

Após dois anos sabáticos, Marcel Koller tinha regressado em 2011 ao ativo, para dirigir a vizinha Áustria, então a 70.ª posicionada no ranking de seleções da FIFA. E aí começou a ascensão. O apuramento para o Mundial de 2014 ficou a uma vitória de distância - qualificaram-se Alemanha e Suécia - e na campanha para o Euro 2016 só a Inglaterra teve melhor desempenho, ao fazer o pleno de vitórias. Os austríacos cederam um empate, mas também acabaram invictos, vencendo destacados um grupo que tinha a Rússia e a Suécia como favoritas.

"França, aqui vamos nós", rejubilou Marcel Koller após a goleada de 4-1 na Suécia, que sentenciou o apuramento com duas jornadas por disputar. "Trabalhar com esta equipa é de uma diversão inacreditável", atirou o homem que tem vindo a aproveitar a geração de jogadores que, em 2007, foi quarta classificada no Mundial de sub-20. A maioria joga na liga alemã e todos juntos levaram a Áustria, pela primeira vez, ao top-10 do ranking mundial de seleções.

Não era uma opção abandonar este projeto a meio em 2014, mesmo para servir o país natal, e o Euro 2016 também não será o fim da linha. Koller já renovou o contrato com a Áustria até 2018, de olhos postos no Mundial da Rússia. "Não estamos a impor-nos limites", diz, carregado de ambição.