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Euro 2020 - descrição

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Euro 2020

Bruno Fernandes: “Faz parte do ADN português ser pequeno em dimensão, mas conquistar em grande. É um bocadinho a nossa imagem de marca”

A poucos dias da estreia no Euro 2020, o internacional Bruno Fernandes, estrela maior do Manchester United, fala sobre a rápida adaptação ao futebol inglês, a vida em Manchester e as chances de Portugal no campeonato da Europa. E sobre os sonhos de um menino que um dia quis jogar ao lado de Cristiano Ronaldo

Paulo Anunciação

Carlos Rodrigues

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Em janeiro do ano passado, a contratação de Bruno Fernandes pelo Manchester United foi recebida com alguma indiferença. Apesar do montante envolvido — 55 milhões de euros (que poderão subir até aos 80 milhões sob determinadas condições) —, a compra do internacional português esteve longe de entusiasmar os adeptos de um dos maiores clubes de futebol do mundo. Mas Bruno rapidamente convenceu toda a gente, mesmo os mais céticos.

Os golos e as assistências geniais e, mais do que isso, o estilo de futebol direto, de quem não tem medo de arriscar, tornaram-no uma das estrelas mais populares não só entre os adeptos como no seio da equipa. Futebolista emigrante desde a adolescência, com passagens pela liga italiana (e portuguesa), Bruno Fernandes, de 26 anos, adaptou-se rapidamente à Premier League e à vida em Manchester, onde vive com a mulher, Ana, e os dois filhos. Numa conversa via Zoom, no final de maio, falou abertamente sobre as suas expectativas para o campeonato da Europa, numa entrevista cuja versão mais alargada foi publicada pela revista norte-americana “Eight by Eight” e pelo canal Apple News +.

Quais são as suas primeiras recordações de um Euro? Em 2000, você era um menino de 5 anos. Lembra-se desse Euro 2000, quando Portugal foi eliminado de forma dramática, nas meias-finais, pela França, campeã do mundo?
Não tenho grande memória sobre o Euro 2000. O Euro que mais me marcou — talvez, também, por ter sido em nossa casa — foi o de 2004. Tinha 9, quase 10 anos. Nessa idade, os sonhos começam, talvez, a ser maiores. Vivemos o sonho de maneira diferente. Vivi muitos outros Euros e Mun­diais como adepto, mas acho que o Euro 2004 foi o que mais me marcou. Chegámos à final e tivemos a oportunidade de ser campeões. Além disso, era em nossa casa. Na minha terra [Gueifães, Maia], todas as varandas tinham bandeiras, as ruas estavam sempre cheias. Era como se houvesse uma lei municipal a obrigar todas as pessoas a pôr uma bandeira na janela [risos]. Acho que nessa altura também se vivia mais o facto de estarmos na fase final de uma competição.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.

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