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Euro 2020 - descrição

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Euro 2020

Fernando Santos: "O que posso dizer, com grande convicção, é que a minha equipa vai dar tudo o que tem para dar uma alegria aos portugueses"

Na antevisão à estreia no Euro 2020 (terça-feira, 17h, SIC), o selecionador nacional alertou que a Hungria é uma equipa que "vai entrar muito forte e olhos nos olhos", a procurar "jogar no campo todo e sair de trás" com a bola controlada

Diogo Pombo

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

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Como jogam os húngaros?

"Para estatísticas não olho seguramente, não interessam para nada, são coisa do passado. O que olho é para aquilo que vi nos jogos da Hungria, quer no play-off com a Islândia, quer contra a Irlanda, no último jogo de preparação, para ver as qualidades que tem. E também li as declarações do treinador, Marco Rossi.

A experiência que tenho no Campeonato do Mundo de 2018 é de um ambiente fantástico, de grande apoio à sua equipa desde o primeiro minuto. Não tenho dúvidas de que amanhã temos de estar ao nosso melhor nível, em todos os padrões. O selecionador húngaro disse ter a certeza de que os jogadores dele são insuperáveis em concentração e espera, através disso, controlar melhor algum acréscimo de qualidade que a equipa portuguesa tem.

Mas a qualidade, só por si, não ganha nada. Duvido que consiga, mas se a Hungria nos superasse em qualidade e paixão, seria difícil. A equipa vai entrar muito forte e jogar olhos nos olhos, espero uma equipa que vai enfrentar Portugal com as suas armas e no campo todo, a procurar sair a jogar de trás, com um meio-campo muito interessante. Depois, com dois avançados também muito fortes. A Hungria tem um jogo forte e vamos ter de responder com todas as nossas armas".

A chamada de Diogo Dalot

"Se achasse que não tinah qualidade, independentemente de ter jogado há pouco tempo, não o teria chamado. Ele ter estado a competir há seis dias foi um fator importante em relação a outros jogadores que também têm muita qualidade, seria muito difícil chegarem aqui e encontrarem os ritmos necessários".

O que mudou na seleção em relação ao Europeu anterior

"Há uma diferença clara, isso é indiscutível. Antes de 2016, Portugal sempre disputou a prova com uma vontade inegável de chegar longe, mas não aconteceu. Obviamente que, a partir de 2016, Portugal apresenta-se na mesma condição que apresentou em 2016, aqui chega com a mesma convicção, de assumir uma candidatura para tudo fazer para chegar à vitória.

Mas sabemos que há sete, oito equipas com esse objetivo, fora as outras que espreitam a hipótese de fazerem algo mais. O que muda é o facto de termos ganhar o Europeu e não mais do que isso".

A ausência de Dominik Szoboszlai

"É verdade que não está presente, mas, nestes dois últimos jogos, aparecerem dois jogos de muita qualidade que ainda não tinham sido utilizados. O que torna o meio-campo muito sólido, com muita qualidade técnica e com dois jogadores que chegam com qualidade à área do adversário.

Não faço comparações nem digo se é melhor, ou pior, mas é uma equipa com características diferentes, isso claramente"

Raphaël Guerreiro

"Para mim, são importantes todos os jogadores. O que importa é o que fazem coletivamente, individualmente não vão ganhar nada."

Os adeptos portugueses

"Pelas contingências, as pessoas têm algum receio e não estarão no número que se calhar desejávamos, mas já em França estivemos sempre em desvantagem nos números e fomos sempre melhores. Mas somos 11 milhões e tal e esses não vão falhar, vão estar a torcer fortemente em casa e nas praças. Onde quer que seja, há sempre um português a vibrar pela seleção nacional.

O que lhes posso dizer, com grande convicção, é que a minha equipa vai dar tudo o que tem para dar uma alegria aos portugueses".