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Euro 2020 - descrição

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Euro 2020

Ronaldo falou: "Na esquerda, no meio, na direita ou atrás, não importa onde jogo. O que interessa é ajudar a seleção a ganhar"

É raro, mas aconteceu. Cristiano Ronaldo foi o jogador português a comparecer na conferência de imprensa de antevisão à estreia de Portugal no Europeu (17, SIC) e falou à capitão: garantiu que a equipa está preparada e tem trabalhado bem, que com 36 anos já dorme bem com os rumores e que, se pudesse, teria o estádio de Budapeste à pinha de gente

Diogo Pombo

Alex Livesey - UEFA

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Sente-se uma brisa ligeira cá no alto do quinto nível, não sei quantos níveis a Puskás Arena tem, a cúpula aberto do gigantesco estádio deixa passar presença do sol que já só ilumina metade do relvado enquanto pessoas da equipa técnica da seleção vão aprumando o campo para o treino que aí vem.

Os jornalistas que optam por ficar na tribuna do estádio sabem-no porque, afinal, as conferências de imprensa no Euro 2020 são remotas, cada um sabe de si quanto ao lugar onde quer estar para ter internet e aceder. E logo agora, que é Cristiano Ronaldo a falar um dia antes da estreia da seleção no torneio, o capitão que raramente surge neste tipo de eventos.

Onde prefere jogar na seleção?

"Sinto-me confortável a jogar na frente, como sempre. Na esquerda, no meio, na direita ou atrás, onde conseguir ajudar a equipa. A posição não é importante, importante á a equipa ganhar, independentemente da posição onde jogo. Qualquer posição vai bem, o que interessa é ajudar a seleção a ganhar."

O primeiro jogo contra a Hungria

"Além do recorde, não é o recorde que me deixe efusivo, é um bom recorde, mas para mim, o recorde ainda mais bonito era ganhar duas vezes seguidos o Europeu. Acho que a equipa tem trabalhado bem desde os primeiros treinos, a equipa está bem, está preparada, o que mais desejo é que amanhã [terça-feira] possamos entrar com o pé direito.

Sabemos que vamos jogar contra uma equipa organizado, com o público a ser favor, mas é bonito termos público no estádio nestas grandes competições".

A covid-19 também joga?

"Não julgo que seja um fator importante neste momento. Quanto mais nos focamos em algo, a concentração vira-se para aí. Foi uma pena o João [Cancelo] ter dado positivo, mas o resto do plantel está tranquilo. Já nem falamos de covid, que cansa os jogadores e a população mundial. Infelizmente, é uma situação má, mas, a meu ver, esta equipa está concentrada no jogo. Vai ser o primeiro Europeu para muitos deles e o que vem de fora não nos diz respeito. Estamos focados nos jogos, sinceramente".

Esta Hungria é melhor do que a de 2016?

"Veremos no final do jogo. Temos de estar focados unica e exclusivamente em nós. E repito, trabalhámos muito bem durante estes dias. Sabemos que é uma equipa forte, organizada e que vai jogar com o público a seu favor, mas as seleções têm de estar preparados para estas circunstâncias se querem ganhar. Vamos tentar entrar com o pé direito amanhã".

Os rumores de mudança de clube

"Bom, já jogo a alto nível há 18 anos, isso nem me faz cócegas. Se tivesse 18 anos, se calhar não dormia à noite a pensar no meu futuro. Mas agora, com 36 anos, como devem calcular... O que vier, virá para ser bom. O foco agora é na seleção, é o meu quinto Europeu mas, na minha cabeça, é como se fosse o primeiro. Vamos tentar jogar bem, ganhar e ter pensamos positivos desde o início até ao final".

("falar assim, sem ninguém, é muito estranho", solta Ronaldo, no intervalo de perguntas, enquanto dá um gole de água.)

Entrar a ganhar só em 2008

"É sempre importante porque dá confiança e moral, mas, se alguém me disser que entramos a perder e acabamos a ganhar a competição, eu vou para essa opção. A equipa está preparada, sabemos que o plantel é jovem, mas isso não impede que pensem em objetivos grandes e tenho a certeza que estamos todos preparados".

Como se compara em relação ao que era há 5 anos?

"Como equipa, não sabemos. É uma competição diferente. Isto não é a mesma equipa de 2016, vejo uma mais jovem, com uma ambição enorme e só a competição nos dirá se estamos melhores.

Claro que não sou o mesmo jogador que era há 5, 10 ou 15 anos, mas vamos sabendo como nos adpatar, o jogo está diferente, a nossa experiência e maturidade é diferente, e acho que os jogadores que conseguem ter longevidade no futebol são aqueles que se adaptam. E acho que o tenho conseguido, se analisarem, tenho conseguido conquistar coisas tanto a nível coletivo, como individual. A palavra aqui é adaptação, acho que me adaptei bem a todos os anos a que já jogo futebol".

A Puskás Arena terá 100% da lotação

"Acho que todos os estádios deveriam estar lotados, é bonito para o futebol e para os espetadores, mas, infelizmente, não são os jogadores que decidem. Mas eu adoro ver os estádios cheios e oxalá estivessem sempre cheios".