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Euro 2020 - descrição

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Euro 2020

UEFA pede aos jogadores para deixarem de afastar as garrafas dos patrocinadores nas conferências de imprensa

Martin Kallen, diretor do Euro 2020 lembra que os jogadores estão "obrigados a respeitar as regras do torneio através das federações" e diz que uma "multa é uma possibilidade"

Tribuna Expresso e Lusa

UEFA/Getty

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Começou com Cristiano Ronaldo, na véspera do Hungria - Portugal, e alastrou que nem incêndio numa tarde de verão ventosa. As imagens do capitão da seleção nacional a retirar duas garrafas de Coca-Cola, colocando no plano da imagem uma garrafa de água, correram o Mundo e acabaram por ser repetidas por Paul Pogba, que afastou uma garrafa de cerveja da sua mesa após o Alemanha - França e, na quarta-feira, por Manuel Locatelli, que também moveu as garrafas de Coca-Cola do seu plano.

Ao ponto da UEFA dizer "basta".

"Ronaldo fez primeiro, depois Pogba, por motivos religiosos [é muçulmano]. Comunicámos com as federações envolvidas: lembrámos que as receitas dos patrocinadores são importantes para o torneio e para o futebol europeu", vincou Martin Kallen, diretor do Euro 2020, em videoconferência com órgãos de comunicação social de vários países.

O também diretor executivo da UEFA Events, empresa associada ao organismo que tutela o futebol europeu, frisou que os atletas estão "obrigados a respeitar as regras do torneio através das federações", tendo vincado que a "multa é uma possibilidade", embora sem nunca punir um jogador "diretamente".

Exceções poderão ser adotadas para questões religiosas, que terá sido o motivo para Paul Pogba, que é muçulmano, afastar uma garrafa de cerveja, mesmo que esta fosse sem álcool.

"Sempre o faremos através das federações. Temos um regulamento assinado pelos participantes, que são as federações", avisou.