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Euro 2020 - descrição

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Euro 2020

Fernando Santos: "Não tenho medo nenhum da Alemanha. Uma arma fundamental será ter bola"

O selecionador nacional lembrou, mais uma vez, que "não há nenhuma equipa que ache fácil jogar contra Portugal". Em conferência de imprensa de antevisão ao encontro frente à Alemanha, em Munique, Fernando Santos sublinhou também que "a qualidade individual" dos germânicos "não tem nada a ver com nada" do que a seleção encontrou contra a Hungria

Diogo Pombo

Alexander Hassenstein/Getty

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Alemanha é o bicho-papão?

"A gente passa muito facilmente do 8 para o 80 com uma facilidade incrível. Portugal, a partir de determinado momento, começou a ser respeitado. Umas quatro ou cinco seleções europeias tinham muito respeito pelo futebol português, mas acreditavam sempre que iam ganhar. Neste momento, acho que não há nenhuma equipa que ache fácil jogar contra Portugal.

Nas últimas duas Ligas dos Campeões, quantos jogadores alemães estiveram em finais ou ganharam? Esta equipa é fantástica, em termos individuais e coletivos, é um rolo compressor. Mas não tenho medo nenhum da Alemanha, mas achar que Portugal é favorito contra a Alemanha, num jogo na Alemanha... O nosso objetivo não é empatar, é procurar vencer.

Temos de ser fortes em todos os momentos do jogo e melhorar o que fizemos com a Hungria, fomos capazes de defender bem, pressionar alto e ter bola. Se tivermos atenção e olharmos para o que foi o Alemanha-França, percebemos que a Alemanha foi muito capaz, empurrando muitas vezes a campeã do mundo para o seu meio-campo. O resultado final retira um bocadinho àquilo que foi o jogo.

É um jogo muito importante e vamos encará-lo para ganhar. Será fundamental para nós ter bola, dividirmos a bola com o adversário, não a perder e obrigá-los a correrem também".

Renato Sanches pode ser importante neste jogo?

"Não se pode comparar a Hungria com a Alemanha, nem jogam da mesma forma. A Alemanha joga com três defesas, quatro médios e três avançados, é completamente diferente, a qualidade individual dos jogadores não tem nada a ver com nada. É uma grande equipa, Portugal também e vai colocar em campo todas as suas qualidades".

Sobre Rúben Dias

"Já se tinha saído lindamente no Benfica, agora também na seleção. Mas interessa-me falar do coletivo, não do individual".

Vão apostar na profundidade contra Portugal?

"A França defendeu a maior parte do tempo em bloco baixo, retirou todos os espaços na profundidade, fizeram um jogo fantástico em termos táticos e retirou-lhes algumas características principais. A Alemanha, mesmo em ataque organizado, procura ter muita posse e, de repente, surpreender os adversários na profundidade. A França fez isso muito bem e conseguiu equilibrar o jogo, jogando no campo do adversário.

O jogo é repartido entre o ter bola e o não ter bola. Uma arma fundamental é ter bola, colocá-la no meio-campo adversário e deixá-los longe da nossa baliza".

UEFA

Pode a Alemanha mudar a estrutura?

"Estamos preparados para que isso possa acontecer. A Alemanha teve um período em que jogou com três, depois voltou a jogar com um 4-3-3 - se bem que com o Emre Can a defesa esquerdo -, mudou outra vez depois do jogo com a Espanha e voltou, nos últimos tempos, a jogar no 3-4-3.

Contra a França, houve momentos em que o Kimmich passou a jogar mais dentro de uma forma dinâmica, sem o papel dizer que é assim e assim. Alteraram as suas rotinas. Há a possibilidade de jogarem num 4-3-3 em vez do 3-4-3. Os nossos jogadores sabem disso e estão preparados".

Nuno Mendes poderá jogar?

"Nuno Mendes não está em condições de participar, não vai estar no banco. Teve um problemazito e não vai estar apto para o poder escolher".

Adversário joga outra vez em casa, com público

"Se só motivar o Cristiano Ronaldo vai chegar para pouco. Todos se têm de motivar, Portugal vale pelo seu coletivo. O Cristiano sozinho não pode ganhar jogos, o importante é que motivo o coletivo, os que entram e os que começam de início.

A motivação é importante, a alma que vem de dentro, mas importa mais estar concentrado. O saber ganhar. Se só jogarmos com o coração não vamos lá, também temos de jogar com a cabeça".