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Euro 2020 - descrição

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Euro 2020

Rúben Dias: "Gosto de estar no limite. Esta época foi-me preparando para a dificuldade"

O defesa central da seleção nacional falou na antevisão ao Alemanha-Portugal de sábado (17h, TVI) e vincou o quão aprecia colocar desafios a si próprio: "gosto de me superar, gosto de estar no limite, de fazer coisas que ainda ninguém fez e de estar lá em cima

Diogo Pombo

Nick England - UEFA

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Rúben vai para um lado, depois para outro, os pés que tem na relva lateral do campo da Allianz Arena não frenam, há mais deveres falatórios em Munique e ele pára, escuta e responde a cada canal de televisão que lhe faz perguntas antes de rumar à sala de imprensa do estádio, para a conferência de imprensa de antevisão ao Alemanha-Portugal.

Rúben Dias é assertivo, firme e direto em todas as palavras que devolve aos jornalistas, um poço de confiança falante que se repete o quão gosta de se testar e colocar à prova. Neste Europeu, o para já mais teste vai ser este sábado, contra uma seleção que, per capita, em pouco ou nada é comparável com os húngaros que a seleção derrotou (0-3) no jogo inaugural, em Budapeste.

As expetativas para o jogo contra a Alemanha

"As nossas expetativas são que vamos defrontar uma seleção de nível alto, uma das melhores do Campeonato da Europa, um lote onde a nossa também está inserida. Temos consciência de que precisamos de meter os pés no chão apesar de termos começado muito bem, consciente de que teremos de estar melhores para conseguirmos vencer este jogo".

A época no Manchester City

"Posso apenas responder de forma geral, a própria competição que fui tendo ao longo da época acabou por me preparar. Também de provocou desgaste, mas, lá está, foco-me muito na parte mais individual, a parte física em cada um de nós. Mas a época foi-me preparando para a dificuldade, que é uma coisa que eu gosto".

Jogar com um 6, ou dois à frente?

"A diferença resume-me ao que o jogo e o adversário pedem, além do que o nosso mister entende ser o melhor para o jogo. Só temos de entendê-la e executá-la o melhor possível. Mas lá está, novo contexto, novo adversário, novas dificuldades e estaremos preparados para elas".

Conversou com Gündongan? E quem vai ter mais bola?

"Por acaso, falei, mas também não foi uma conversa tão profunda assim, foi mais um desejo de boa sorte de ambos. Vão-se defrontar duas equipas muito fortes e que têm um estilo de jogo dominador. Conhecemos bem a Alemanha, sabemos os jogadores que têm e do que são capazes, mas também temos as nossas armas".

O ativista da Greenpeace que aterrou na Allianz Arena

"Não sei de nada, não tenho nada a dizer sobre o assunto e não estou preocupado com condições de segurança nenhumas".

As possibilidades de Portugal no Euro

"Falou-se de sermos candidatos, mais a França, e acho que a Alemanha também está nesse lote. Em relação à mentalidade vencedora no meu clube, claro que é uma coisa à parte, neste momento estou na seleção.

O que posso dizer é que tanto no City, como no clube que representava anteriormente, como aqui na seleção, a mentalidade é a mesma - ganhar os jogos todos e ser dominador. Esse fator ajuda-me muito".

Os minutos e o desgaste

"São apenas uma motivação ainda maior, gosto de me superar, gosto de estar no limite, de fazer coisas que ainda ninguém fez e de estar lá em cima. Representar o meu país como todos esses minutos acumulados é um fator de motivação, porque também mostro a mim mesmo que sou capaz".