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Deixem-nos fazer contas

O escritor e cronista Bruno Vieira Amaral diz que "não precisamos de calculadora" para o jogo com a França. Mas que "se jogarmos como no sábado nem uma calculadora nem os santinhos da nossa devoção nem todos os sonhos do mundo nos poderão salvar".

Bruno Vieira Amaral

UEFA

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Não há prova maior da nossa má relação enquanto povo com a matemática do que a tendência para “sacar da calculadora”. Desculpem. Nem sequer é a tendência para “sacar da calculadora” mas a tendência para dizer que lá teremos de sacar da calculadora, que esta é a nossa sina, que andamos sempre a fazer contas, etc.

Já vimos isto tantas vezes que nem nos apercebemos que 1) quase nunca precisamos de calculadora porque as contas são simples de se fazer e 2) se alguém se agarra à calculadora ao primeiro empate ou derrota então o fenómeno não é, ao contrário do que dizem, tipicamente português, uma espécie de bacalhau com grão ou pastel de nata em aritmética futebolística.

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