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Euro 2020

Dinamarca: mais uma rodada

Bruno Vieira Amaral escreve sobre a maravilha de emoção e de alegria, um festival de diversão, "hora e meia de infância em estado puro" que viu no Dinamarca-Rússia que deu a passagem aos oitavos-de-final do Europeu e proporcionou "um caos efervescente, uma dança louca, uma alegria desamarrada de táticas e de medo". No fundo, "a vida traduzida para futebol"

Bruno Vieira Amaral

Martin Rose - UEFA

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Mesmo quem pouco percebe de táticas e, para sua vergonha eterna, nunca tirou o curso de treinador de futebol, como é o meu caso, sente-se compelido a analisar os jogos com olhar de professor Neca. Eu juro que tento, mas não consigo. Quando dou por mim já estou a ver o jogo pelo prisma da emoção. Confesso, pois, o meu analfabetismo tático.

No dia do jogo contra os alemães, só perdi a vontade de esganar Nélson Semedo quando percebi, pelas pacientes e doutas explicações de alguns comentadores, que ele se juntava aos centrais para fechar ao meio e, por essa razão, abria espaço no seu lado que foi brilhantemente aproveitado por Gosens. Então tive vontade de esganar o alemão. E Fernando Santos.

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