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Euro 2020 - descrição

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Euro 2020

A turma de Shevchenko vai seguindo a lição de Portugal

A Ucrânia continuou a tendência desta edição do Euro em que a equipa sem favoritismo elimina a favorita, ao derrotar a Suécia e seguir para os quartos-de-final. Num jogo em que a superioridade foi dividida entre as equipas, venceu a que esteve melhor no final do prolongamento e, até agora, vai assim seguindo o exemplo de Portugal na edição anterior do torneio

Rita Meireles

Andy Buchanan - Pool

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Os primeiros minutos da partida confirmaram a previsão de que a Suécia seria superior à seleção ucraniana. Ainda assim, a primeira grande ameaça surgiu ao minuto 10, após o remate de Roman Yaremchuk, que fez o guarda-redes sueco ficar bem na fotografia. Nada fazia desmoralizar a equipa da Suécia, que até aos 26’ não deu muito mais espaço ao adversário.

Mas, se até hoje ainda não tinham descoberto, hoje os suecos ficaram a saber que quem não marca, sofre. A Ucrânia não desperdiçou a segunda oportunidade na partida e, ao minuto 27, Zinchenko bateu de pé esquerdo para o fundo das redes de Robin Olsen. Um remate que surgiu após a assistência, que valeu meio golo, de Andriy Yarmolenko.

A Suécia esperou até ao minuto 42 para dar uma resposta eficaz: um pontapé fora de área de Emil Forsberg, a bola a bater no ucraniano Zabarnyi, sobe, golo. A primeira parte terminou com um empate e sem tempo de compensação, mas com um claro domínio da seleção sueca.

Se a primeira parte não foi uma enorme surpresa, a segunda também não, pelo menos para os que esperavam que este fosse o jogo menos emotivo dos ‘oitavos’.

Faltando os golos, o placard voltou-se para as bolas ao ferro. Ao minuto 55’ Serhiy Sydorchuk rematou ao poste da baliza sueca. A resposta chegou aos 55’ através de Forsberg e ficou feito o 1-1 em bolas ao ferro. A terceira bola acertou na trave, de novo Forsberg, aos 68’. No fim dos segundos, e lentos, 45 minutos estes foram os poucos momentos que fizeram os adeptos de ambas as equipas vibrarem.

A fase regulamentar chegou ao fim com um empate e o jogo foi para prolongamento.

O prolongamento teve várias substituições, faltas e muito desgaste físico, o que resultou em pouca bola a rolar. Os primeiros 15 minutos ficaram marcados por um lance arrepiante em que a chuteira do sueco Marcus Danielsson embateu no joelho de Artem Biesedin. O árbitro optou pelo cartão amarelo, mas após confirmação do VAR mostrou o vermelho, deixando a Suécia reduzida a 10 jogadores.

Craig Williamson - SNS Group

Talvez os jogos da passada segunda-feira tenham sido os melhores do Euro 2020 até agora, mas para os que pensaram que nenhuma outra seleção sem favoritismo iria eliminar a favorita, a Ucrânia respondeu “hold my beer”.

Depois de quase 15 minutos, os segundos do prolongamento, com posse de bola, mas sem conseguir chegar à área sueca, a seleção ucraniana começou a criar algumas oportunidades.

Aos 120 minutos, quando os penáltis já estavam na mira de todos, Zinchenko assiste Dovbyk, que de cabeça marca o seu primeiro golo na prova. O “herói improvável", que entrou para o lugar do lesionado Besebin, carimbou, assim, o passaporte da Ucrânia para os ‘quartos’ e a eliminação da Suécia no Euro 2020.

A equipa de Shevchenko fez até agora um percurso à moda de Portugal em 2016. Depois de terminar a fase de grupos como um dos melhores terceiros, com apenas três pontos, chegou aos oitavos de final e necessitou de um golo tardio no prolongamento para seguir em frente na competição.

A Ucrânia terá pela frente a Inglaterra, que eliminou esta terça-feira a Alemanha. O jogo está marcado para dia 3 de julho, sábado, no Estádio Olímpico de Roma.