Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Euro 2020

O verdadeiro trágico

Bruno Vieira Amaral imagina Gareth Southgate, em 1996, a passear pelas ruas de Londres naquela altura e as crianças a chorarem, os rafeiros a ladrarem-lhe, os sem-abrigo a cuspirem-lhe insultos após ele ter falhado aquele penálti. Agora, é o selecionador elegante sem ser dândi, que personifica um certo tipo de sabedoria que só se atinge através do sofrimento

Bruno Vieira Amaral

Frank Augstein - Pool

Partilhar

Fiz um inquérito familiar e não restam dúvidas: está tudo a torcer por Itália. Os meus amigos, à exceção de um punhado de anglófilos que, a propósito de uma qualquer jogada, são capazes até de citar P.G. Wodehouse, também estão pela squadra azzurra.

As mulheres não têm vergonha de declarar que o apoio aos italianos assenta em razões estéticas extra-futebolísticas (embora o rosto de um Chiellini seja mais commedia dell'arte do que quadro de Perugino). Já os homens inventam mil e uma razões táticas para justificar a preferência por Itália, mas desconfio que também eles sejam sensíveis à elegância e à beleza dos transalpinos. Eu sou e, pouco imaginativamente, vou torcer pela equipa de Mancini.

Artigo Exclusivo para assinantes

No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente

Já é assinante?
Comprou o Expresso? Insira o código presente na Revista E para continuar a ler