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“Parece que me arrancaram o estômago esta manhã”: Southgate falou sobre a desilusão

Os penáltis, as táticas, a Itália, Qatar 2022 e o comportamento dos adeptos. O selecionador inglês, em conferência de imprensa, falou esta manhã um pouco sobre tudo

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O selecionador inglês falou esta manhã aos jornalistas e admitiu que precisava de uma pausa. Gareth Southgate elogiou os jogadores, explicou a mudança tática e os problemas impostos pela Itália e reconheceu que perder faz parte de um processo para ganhar.

“A França passou pelo que estamos a passar em 2016. A Espanha fez o mesmo antes de ganhar. É normalmente parte do processo. O facto é que tivemos os primeiros sinais de consistência [semi-final do Mundial em 2018, final agora], essa tem de ser a direção certa. Parece que me arrancaram o estômago esta manhã. Mas eu sei que é o processo pelo qual tenho de passar, e a Inglaterra tem de continuar nesse caminho, seja quem for aqui, seja quem estiver na federação”, considerou Southgate esta manhã, em conferência de imprensa, aqui citado pelo “The Guardian”.

“Mostrámos o poder que o país tem quando estamos juntos. Estou incrivelmente orgulhoso dos jogadores, e do jogo, precisávamos de ganhar nos 120 minutos. Ficamos um pouco aquém naquele período. Depois, é a minha decisão quem bate os penáltis, não é que os mais experientes não tenham assumido, eles não tiveram essa oportunidade. Continuo a ter uma grande crença neles. Os rapazes fizeram um trabalho brilhante”, continuou.

Já o desgaste que sentiu e sente não lhe retira a vontade de continuar. “Preciso de descansar. É uma experiência incrível, mas liderar o teu país nestes torneios tem um preço, e agora preciso de uma pausa. É ótimo ter o apoio interno, mas há muito para pensar também. Não tem a ver com dinheiro ou compromisso”, disse, avançando ainda que pretende levar a equipa até ao Campeonato do Mundo no Qatar, em 2022.

Elogiando o espírito de clube que vai reinando na seleção, Southgate tirou o chapéu depois à Itália: “Jogámos contra uma equipa que não perde há 30 jogos, uma equipa que está provavelmente um pouco à nossa frente quanto a desenvolvimento e progresso”.

O selecionador inglês explicou ainda algumas decisões, que se deveram aos problemas criados pela ideia italiana, como recuperar a fórmula somente usada contra a Alemanha, os três centrais. “Mudámos a forma [desenho tático], o que nos deu um pouco mais de controlo, mas que abriu espaço noutro lado qualquer. Eles recorreram a um falso 9 durante um período, algo com que é difícil lidar. E nós não criámos as oportunidades que gostaríamos. Mas jogámos contra uma equipa que é incrível na defesa. Vamos refletir em muitas coisas. Tu tomas centenas de decisões ao longo de uma semana. Ao longo de um torneio são ainda mais. Não vais acertar em todas. Tens de acertar mais do que falhas. Se não acertei todas ontem à noite, que seja, terei de viver com isso.”

Southgate, que agora tem mais feridas por sarar depois daquele penálti falhado do Euro 1996, comentou ainda os desacatos e episódios de violência dos adeptos ingleses na noite da final. “Não podemos controlar isso. Só podemos dar o exemplo que acreditamos que devemos dar, e representar o país na maneira que sentimos que devemos.”