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Euro 2020 - descrição

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Euro 2020

Primeiro-ministro inglês quer proibir entrada nos estádios a autores de insultos racistas nas redes sociais

Após a final do Europeu, Boris Johnson reuniu com representantes do Facebook, Instagram, Twitter e Snapchat sobre os insultos e abusos racistas que proliferam nessas redes sociais contra futebolistas. "Teremos oportunidade de responsabilizar essas empresas e impor-lhes multas, caso seja necessário", disse, também, o primeiro-ministro inglês

Lusa

Mike Egerton - PA Images

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou, esta quarta-feira, a intenção de banir dos estádios os adeptos que proferiram insultos racistas contra os três futebolistas ingleses que falharam grandes penalidades na final do Euro 2020.

“Condeno veementemente os insultos racistas que testemunhámos na noite de domingo. Estamos a tomar medidas práticas para garantir que o regime de proibição de entrada no estádio seja alterado para incluir insultos racistas online. Não podem existir desculpas”, disse Boris Johnson.

O líder do governo britânico recebeu na terça-feira representantes das empresas proprietárias de redes sociais, como o Instagram, o Facebook, o Twitter e o Snapchat, que nos últimos meses têm sido utilizados em Inglaterra para divulgação de mensagens racistas visando os jogadores após a derrota ou desempenhos dececionantes nos respetivos clubes.

“Agora teremos oportunidade de responsabilizar essas empresas e impor-lhes multas, caso seja necessário”, afirmou o primeiro-ministro, aludindo a um projeto de lei do governo sobre segurança online, que prevê sanções que podem ir até 10% das receitas mundiais das empresas.

No domingo, após a derrota da Inglaterra frente à Itália, por 3-2 no desempate por grandes penalidades, na final do Euro2020, os futebolistas Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka, os três que falharam penáltis, foram alvo de comentários racistas nas redes sociais.

Logo no dia seguinte, o príncipe William, neto da rainha Isabel II, da Grã-Bretanha, Boris Johnson, e a federação inglesa (FA) condenaram os comentários, que classificaram como “totalmente inaceitáveis”.