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Rui Pinto em entrevista: “O Benfica é um polvo de influência sobre a elite da nação” (entrevista na íntegra)

Preso há nove meses na cadeia da Polícia Judiciária, em Lisboa, Rui Pinto, o rosto do Football Leaks, deu esta semana a sua primeira entrevista desde que foi extraditado para Portugal. Falou em exclusivo à revista “Der Spiegel”, parceira do Expresso no consórcio EIC - European Investigative Collaborations, sobre a experiência na prisão e o impacto das denúncias que fez.

Christoph Winterbach e Rafael Buschmann (Der Spiegel)

Maria Feck

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Alguma vez imaginou que o Football Leaks podia acabar consigo preso em Lisboa?
Estava ciente de que qualquer coisa podia acontecer. Sabia que as autoridades portuguesas perseguem os denunciantes, tinha de estar preparado para isso.

Como é que os guardas o tratam?
Não tenho razões de queixa. São extremamente educados. Falamos muito. Eles dizem que a prisão não é sítio para mim e que o país precisa de mais pessoas como eu, dispostas a lutar contra a corrupção e os conflitos de interesse.

Chegou a estar em isolamento mais de seis meses. Agora tem contacto com outros detidos?
Sim. Pude movimentar-me no início de outubro e agora posso passar algum tempo numa área com outros presos a quem é permitido trabalhar na prisão. Cozinham, lavam roupa, gerem uma pequena loja. Posso sair da cela e passar algum tempo com eles, mas não posso trabalhar. Não posso ir ao pátio central no exterior. Houve uma ordem do diretor da prisão nesse sentido.

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