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Acusação ligou Rui Pinto a dois perfis nas redes sociais, mas PJ admite não haver provas

Inspetor José Amador não sabe explicar porque é que Rui Pinto foi preso numa morada diferente da que constava do mandado de busca e desconhece se a polícia húngara lhe permitiu acesso imediato a um advogado

Miguel Prado

Rui Pinto foi entrevistado pela Der Spiegel em Lisboa.

Sonja Och / Der Spiegel

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A acusação do Ministério Público a Rui Pinto indicou que o autor do Football Leaks estava por trás de uma página no Facebook e de um perfil no Twitter, mas o inspetor José Amador, da Polícia Judiciária, admitiu esta quinta-feira não haver prova de que seja verdade.

Em causa está o perfil do Twitter "Parvo da vida" e uma página no Facebook chamada "Sporting comédia". Luísa Teixeira da Mota, advogada de Rui Pinto, questionou o inspetor sobre como foi dado o salto para ligar o endereço de email [email protected] a Rui Pinto.

"Não consigo ligar a ninguém", declarou José Amador, indicando ter tentado obter dados do Facebook e do Twitter, mas sem sucesso. "Para mim, tinha tanto interesse saber quem estava por trás do 'Parvo da Vida' como do 'Sporting comédia', mas não foi possível", acrescentou o inspetor da PJ

Luísa Teixeira da Mota questionou também José Amador sobre o porquê da detenção de Rui Pinto em Budapeste, na Hungria, ter ocorrido numa morada diferente para a qual havia mandado de busca. O inspetor não soube explicar. "Toda esta sucessão de despachos e autorizações não passou por mim. De facto são moradas diferente mas não passou por mim", respondeu o inspetor.

José Amador disse ainda desconhecer se no momento da detenção de Rui Pinto lhe foi permitido ter acesso imediato a advogado. "Se facultaram ao arguido acesso a advogado não sei", indicou o inspetor da PJ.

José Amador continuará a ser ouvido na próxima semana, nessa altura para ser confrontado com questões da defesa de Aníbal Pinto, outro arguido.