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A Mercedes disse a Bottas para encostar, Bottas encostou e Lewis Hamilton venceu o GP Rússia

Hamilton aumentou a vantagem para Vettel (que foi 3.º) na liderança do Mundial para 40 pontos, após uma corrida em que as ordens de equipa prevaleceram: Bottas tinha tudo para ganhar, mas deixou o colega de equipa passar, numa altura em que a Mercedes procura assegurar os dois títulos, o de pilotos e de construtores

Tribuna Expresso e Lusa

Clive Rose/Getty

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O britânico Lewis Hamilton (Mercedes) reforçou este domingo a liderança do Mundial de Fórmula 1, ao vencer o Grande Prémio da Rússia, 16.ª etapa do campeonato, à frente do seu colega de equipa, o finlandês Valtteri Bottas e do alemão Sebastian Vettel (Ferrari).

Hamilton, campeão do mundo em 2008, 2014, 2015 e 2017, cumpriu as 53 voltas ao circuito de Sochi em menos 2,545 segundos do que Bottas, segundo classificado após partir da 'pole position', e menos 7,487 do que Vettel, também tetracampeão do mundo, terceiro.

A vitória no circuito semi-citadino de Sochi, em condições normais, iria para Bottas, mas por decisão da Mercedes, que quer o quanto antes assegurar o Mundial de pilotos para Hamilton e o Mundial de construtores, o finlandês abrandou para que o britânico, que rodava em 2.º, o ultrapassasse após uma ida às boxes.

E por isso mesmo, Hamilton reconheceu que esta não foi a sua vitória mais saborosa de sempre. "Não me sinto espetacular. Foi um dia difícil porque o Valtteri fez um trabalho fantástico durante todo o fim de semana e foi um cavalheiro ao deixar-me passar", sublinhou logo após a corrida.

"Noutras condições estaria em êxtase, mas eu entendo o quão difícil foi para o Valtteri este domingo e ele merecia a vitória. Mas se olharmos para o campeonato, enquanto equipa estamos a tentar ganhar dois títulos e o que vimos aqui foi um grande esforço de equipa", continuou.

Com este triunfo, o 70.º na carreira, o britânico soma 306 pontos na classificação de pilotos e aumentou a vantagem de 40 para 50 pontos sobre Vettel, enquanto Bottas subiu ao terceiro lugar, com 189, mais três do que o seu compatriota Kimi Raikkonen (Ferrari), que hoje não foi além do quarto posto.