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A Red Bull equacionou infetar os seus pilotos com a covid-19

Helmut Marko, conselheiro principal da equipa austríaca, admitiu que ideia chegou a estar em cima da mesa. Objetivo era assim reduzir as hipóteses de infeção a meio da temporada

Lídia Paralta Gomes

Mark Thompson/Getty

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Helmut Marko é uma das figuras mais icónicas e menos ortodoxas de todo o paddock da Fórmula 1. Do conselheiro máximo da Red Bull, um vetusto senhor de 74 anos, conhecemos os seus telefonemas coléricos a cada falha dos pilotos, as decisões extremas, os pilotos despedidos a meio da temporada.

Mas agora o austríaco parece ter-se superado. Numa entrevista ao canal austríaco ORF, Marko admitiu que chegou a considerar promover um retiro com os pilotos Red Bull para que todos ficassem infetados com a covid-19 antes do arranque da temporada de Fórmula 1. Uma imunidade de grupo levada ao pormenor.

"A ideia era organizar uma espécie de um campo em que trabalhassem física e mentalmente neste tempo morto. E era o momento ideal para que ficassem infetados", revelou o responsável da Red Bull, explicando que, dessa forma, uma infeção durante a temporada, com todos os problemas que tal acarretaria, seria menos provável.

"Eles são todos jovens fortes e em grande forma e saúde. E assim estariam preparados quando a temporada começasse", disse ainda.

A ideia, contudo, não passou disso mesmo: uma ideia.

"Vamos colocar as coisas desta forma: o plano não foi lá muito bem recebido", admitiu Helmut Marko.

A Red Bull tem neste momento 14 pilotos sob contrato. Max Verstappen e Alexander Albon na Red Bull, Pierre Gasly e Daniil Kvyat na Alpha Tauri e mais 10 elementos no programa junior.

Neste momento o calendário do Mundial de Fórmula 1 aponta para um arranque a 14 de junho, no GP Canadá, em Montreal, depois do cancelamento ou adiamento das primeiras oito corridas.