Tribuna Expresso

Perfil

Fórmula 1

Covid-19. A questão dos salários chegou à F1: McLaren é a primeira equipa a baixá-los

A escuderia britânica é a primeira na Fórmula 1 a anunciar um corte nos ordenados de todos os trabalhadores, devido aos efeitos da pandemia de Covid-19. Os pilotos Carlos Sainz e Lando Norris voluntariaram-se a reduzir os seus salários

Tribuna Expresso

Bryn Lennon - Formula 1

Partilhar

Seria uma questão de tempo até o aperto de cinto generalizado no desporto começar a estreitar no automobilismo. Na Fórmula 1, onde o dinheiro é o combustível mais querido, a McLaren foi a primeira equipa a anunciar, esta quarta-feira, um corte nos salários dos seus funcionários, revelando também que Carlos Sainz e Lando Norris, os dois pilotos, aceitaram voluntariamente uma redução no ordenado.

As primeiras oito corridas desta temporada, a segunda do espanhol e do inglês na McLaren, já foram adiadas, o que representa perdas para todas as 10 equipas da Fórmula, já que a principal fonte de receitas, explica a "BBC", são provenientes de prémios de corrida, contratos de publicidade e direitos de televisivos.

Em comunicado, a escuderia britânica garantiu que as medidas "visam proteger os postos de trabalho no curto-prazo". A McLaren explicou, também, que vários trabalhadores vão entrar lay-off - o governo do Reino Unido cobre 80% do salário dos trabalhadores (até 2.500 libras) caso uma empresa aceda a este regime -, sem especificar quantos, mas garantindo que "o plano é garantir que os nossos funcionários regressem aos seus postos a tempo inteiro".

Esta decisão é "parte de medidas alargadas de contenção de custos devido ao impacto da pandemia de Covid-19 no negócio". Não especificando quantos trabalhadores são abrangidos pelo lay-off, a McLaren indicou que alguns continuarão a trabalhar a tempo inteiro, pois a fábrica da equipa está a produzir ventiladores para o Serviço Nacional de Saúde britânico.