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O plano para o regresso da Fórmula 1: testes à covid-19 a cada dois dias e “pequenas bolhas de isolamento”

Temporada deverá arrancar em julho, no GP Áustria, com medidas extra para minimizar riscos de infeção com o novo coronavírus

Lídia Paralta Gomes

Robert Cianflone/Getty

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O Mundial de Fórmula 1 deverá arrancar em julho no GP Áustria (sem público) e os responsáveis pela organização da prova rainha do automobilismo garantem que toda a estrutura está a ser preparada para minimizar qualquer risco de contágio pela covid-19.

Todos os pilotos, membros do staff, diretores, bem como outros funcionários indispensáveis no paddock serão testados a cada dois dias, revelou o diretor-geral da F1, Ross Brawn, em declarações à Sky Sports. "Os testes serão feitos por uma autoridade oficial e os resultados serão mantidos no sistema, para serem usados em todas as corridas europeias. A FIA está a fazer um trabalho fantástico ao colocar em ação toda a estrutura que precisamos. Toda a gente será testada e terão de ter uma autorização antes de poderem entrar no paddock", sublinhou Brawn.

Outra das medidas será a obrigatoriedade das equipas manterem um isolamento entre si, já que é impossível pedir distanciamento individual nas boxes.

"Teremos restrições quanto às pessoas que poderão circular no paddock. Não é possível fazer o distanciamento social dentro de uma equipa, não dá. Por isso, a ideia é criar um ambiente dentro da própria equipa, que será uma pequena bolha de isolamento", referiu ainda o responsável, urgindo as equipas a "ficarem dentro do seu próprio grupo".

Ross Brawn frisou de novo que os elementos autorizados a estar no paddock "não poderão ter contacto com outras equipas" e que "terão de ficar nos seus hotéis", para controlar ao máximo possíveis infeções. Brawn diz ainda sentir-se "muito motivado" e acreditar que a Fórmula 1 vai promover um "ambiente seguro para todos".