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Double-headers, testes à covid-19 de dois em dois dias... e nada de champanhe. A F1 vai voltar, mas diferente

Razões de segurança vão retirar à Fórmula 1 uma das suas mais antigas tradições: em 2020, para lá das bancadas vazias, não haverá champanhe no pódio. Todas as equipas devem também assegurar os testes à covid-19 e as viagens dos pilotos e staff de forma privada

Lídia Paralta Gomes

Mark Thompson/Getty

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A Fórmula 1 anunciou oficialmente esta terça-feira as datas para as primeiras oito provas do campeonato de 2020, que não chegou a arrancar como previsto na Austrália em março devido à pandemia da covid-19.

Os motores vão ouvir-se pela primeira vez este ano a 5 de julho, na Áustria, e desde logo com uma novidade: é que logo na semana seguinte, o circuito de Spielberg recebe novo Grande Prémio, um double-header que se vai repetir em Silverstone, a 2 e 9 de agosto. Uma solução de recurso para tornar mais fácil a logística de uma temporada severamente comprometida e que os organizadores da Fórmula 1 pretendem que chegue ainda pelo menos às 15 corridas.

Mas este não será o único elemento exótico de uma temporada que será diferente em todos os sentidos. De acordo com o “Telegraph”, uma das mais antigas tradições do desporto automóvel vai cair por razões de segurança: não haverá champanhe no pódio.

De resto, para assegurar que tudo se fará com o menor risco possível, a Fórmula 1 apresentou outras medidas, todas elas já mais ou menos esperadas. Assim, todo o pessoal essencial (e que será o único autorizado a estar no paddock) terá de ser testado antes de viajar para o local da prova (o “Telegraph” avança que terão de ser realizados testes privados de 48 em 48 horas). Apenas os elementos com testes negativos terão autorização para viajar. As provas serão, para já, todas à porta fechada, com a F1 a deixar a porta aberta a um regresso dos adeptos às bancadas “quando for seguro”.

A F1 pede ainda que as equipas se isolem numa espécie de bolha e que os seus elementos apenas convivam com colegas. Nada de contactos com outras equipas. E para lá do distanciamento social possível no paddock, todas as equipas devem viajar também de forma isolada, se possível em voos fretados, e assegurar o transporte privado dos pilotos e staff para os hotéis e circuitos.

O “Telegraph” diz ainda que os GP Rússia e do Azerbaijão deverão mesmo realizar-se, previsivelmente em setembro. Já a prova de Singapura será mesmo cancelada, dadas as dificuldades logísticas de organizar uma prova citadina em tempos de pandemia.