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Vettel: "Fiquei surpreendido quando recebi uma chamada de Mattia a dizer que a equipa não tinha intenção de continuar comigo"

O piloto alemão admitiu que não esperava sair da Ferrari em 2021 e acrescentou que quer continuar na Fórmula 1

Lusa

DIEGO AZUBEL/Lusa

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O piloto alemão Sebastian Vettel, tetracampeão do mundo de Fórmula 1, admitiu hoje ter ficado "surpreendido" ao ser informado pela Ferrari de que não fazia parte dos planos da equipa italiana para a próxima época.

"Fiquei surpreendido quando recebi uma chamada de Mattia [Binotto, chefe da Ferrari] a dizer que a equipa não tinha intenção de continuar comigo em 2021", disse aos jornalistas Vettel, à margem do Grande Prémio da Áustria, a prova inaugural da temporada de Fórmula 1, após as alterações de calendário provocadas pela pandemia de covid-19.

O germânico, de 33 anos, representa a Ferrari desde 2015, que anunciou recentemente a substituição de Vettel pelo piloto espanhol Carlos Sainz, com efeito a partir de 2021.

"Nunca iniciámos negociações, nunca houve uma oferta em cima da mesa, portanto, não houve discórdia", lançou Vettel, depois de ter sido questionado sobre o que tinha falhado nas conversações para a prorrogação do seu contrato com a Ferrari.

O piloto alemão revelou também que ainda não está a negociar com nenhuma equipa um novo contrato, mas deixou entender que pretende continuar ativo na categoria rainha do automobilismo.

"Quero ter certeza de que tomo a melhor decisão para mim e para o meu futuro. Sou muito competitivo por natureza, já fiz muito neste desporto, e estou motivado e ansioso para fazer mais. Para isso, preciso do carro certo e das pessoas certas ao meu redor, é o que estou procurando", realçou.

O surpreendente anúncio da separação de Vettel da Ferrari foi feito em meados de maio, enquanto a temporada de 2020 do 'grande circo', que deveria ter começado em março na Austrália, estava suspensa, por causa do novo coronavírus.

A presente época arranca este fim de semana na Áustria, no Red Bull Ring em Spielberg, sendo a primeira de uma série de oito corridas na Europa que vão ser realizadas até o início de setembro.

Sem calendário definido, sem pódio, sem champanhe, mas com recordes para bater: um guia para a nova temporada da F1

A temporada de 2020 da Fórmula 1 arranca este fim de semana na Áustria, mais de três meses depois do previsto, 217 dias após o GP Abu Dhabi de 2019. A culpa é da covid-19 e da pandemia que vai afetar de tudo um pouco na nova época: do calendário (que poderá ter Portimão), até à vida no <em>paddock. </em>Mas também há coisas que nunca mudam: Lewis Hamilton pode tornar-se estatisticamente no melhor piloto de sempre e o mercado também não parou em tempos do novo coronavírus