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“Parece-me tudo surreal”: Nico Hulkenberg é o “fantástico supersubstituto” para Checo Perez no GP Grã-Bretanha

Piloto alemão, que perdeu o lugar na Fórmula 1 no final da última temporada, foi chamado à última hora para substituir o mexicano, que está infetado com a covid-19

Lídia Paralta Gomes

Mark Thompson/Getty

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Confirmado o teste positivo de Checo Perez à covid-19, a Racing Point foi obrigada a encontrar uma solução de recurso em poucas horas para o GP Grã-Bretanha. E optou por alguém que conhece bem a estrutura da equipa: Nico Hulkenberg será o "fantástico supersubstituto", como lhe chamou o diretor Otmar Szafnauer, do piloto mexicano, que está agora em isolamento.

O alemão está assim de regresso aos volantes de um Fórmula 1, depois de perder o lugar na grelha no final da época passada, quando a Renault optou por contratar Esteban Ocon. E está de regresso também à formação com sede em Silverstone: entre 2014 e 2016, Hulkenberg foi piloto da Force India, a anterior designação da Racing Point.

"Estava a caminho de Nurburgring para outro projeto quando recebi uma chamada do Otmar. Foi há menos de 24 horas, por isso parece-me tudo surreal. Mas eu gosto de um bom desafio, e este é seguramente um deles", disse o piloto aos jornalistas presentes em Silverstone, à chegada ao circuito britânico, ele que lamentou a situação de Perez. "É um compincha, um antigo colega de equipa e espero que recupere rápido. Vou substitui-lo e tentar fazer o melhor pela equipa".

Szafnauer sublinhou as qualidades de Hulkenberg, alguém que "aprende rápido", que "conhece bem a equipa".

Em 177 grandes prémios, Nico Hulkenberg ganhou um dos recordes da Fórmula 1 que ninguém gostaria de ter, o de piloto com mais provas sem conseguir qualquer pódio. Pelo que mostrou nas primeiras corridas do ano, a Racing Point tem carro para lutar pelos primeiros lugares. Seria, sem dúvida, uma das histórias do ano, caso o alemão conseguisse finalmente um dos três primeiros lugares, ainda que o desafio físico que Hulkenberg terá no rápido e exigente traçado de Silverstone torne a tarefa difícil para o antigo piloto da Renault.

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    Chegou à Fórmula 1 como um futuro campeão do Mundo e partirá (para já) como o piloto com mais grandes prémios realizados sem qualquer pódio. Ainda assim, a saída de Nico Hulkenberg da Renault e da grelha, onde será substituído por Esteban Ocon, parece estranha aos colegas do alemão, um talento a quem talvez tenha faltado uma oportunidade numa das equipas de topo