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A 'pole position' foi para Bottas, mas o herói do dia foi outro: Nico Hulkenberg

Na qualificação do Grande Prémio do 70.º aniversário da Fórmula 1, em Silverstone, Hamilton foi ultrapassado por Bottas, mas foi o homem que fechou o pódio quem mais surpreendeu: Nico Hulkenberg, substituto de Perez, que nem tinha conseguido correr na semana passada

Tribuna Expresso e lusa

Mario Renzi - Formula 1

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O piloto finlandês Valtteri Bottas (Mercedes) conquistou hoje a 13.ª pole position da sua carreira, ao fazer o melhor tempo da sessão de qualificação para o Grande Prémio do 70.º aniversário da Fórmula 1, em Silverstone, Inglarerra.

Bottas alcançou a primeira posição nos instantes finais da sessão, roubando-a ao seu companheiro de equipa, o britânico Lewis Hamilton (Mercedes).

O finlandês gastou 1.25,154 minutos para completar a sua melhor volta ao traçado britânico, deixando o campeão em título, Lewis Hamilton, a apenas 63 milésimas de segundo.

“Demos passos importantes desde a semana passada. Quando se começa da ‘pole’, pensa-se em vencer a corrida. A mentalidade é essa, tentar vencer", frisou Valtteri Bottas.

Hamilton, que pareceu pouco agradado com o resultado, explicou que a sua volta final "não foi perfeita", pelo que o seu companheiro de equipa "mereceu a ‘pole’".

Hulkenberg surpreende

A grande surpresa do dia, contudo, foi o terceiro lugar do alemão Nico Hulkenberg (Racing Point).

Sem competir desde 2019, Hulkenberg foi chamado de urgência na semana passada para substituir o mexicano Sergio Pérez, que acusou positivo a covid-19.

Se, na semana passada, nem sequer conseguiu participar na corrida, devido a um problema no motor do seu monolugar, desta vez surpreendeu todos ao ficar no terceiro lugar.

"É uma loucura. Esta semana senti-me melhor no carro. Tentei não danificar o carro e, na Q3, foi baixar a cabeça. Vamos fazer o que pudermos", prometeu.

Hulkenberg ficou a 928 milésimos de Bottas e à frente do holandês Max Verstappen (Red Bull). O australiano Daniel Ricciardo (Renault) foi o quinto, numa sessão em que o alemão Sebastian Vettel (Ferrari) nem sequer passou à Q3.

O canadiano Lance Stroll, noutro Racing Point, foi o sexto.

Os carros cor de rosa do pelotão estão envolvidos numa polémica. Depois de a Federação Internacional do Automóvel (FIA) ter castigado a equipa com uma multa de 400 mil euros e a perda de 15 pontos, hoje cinco equipas manifestaram intensão de recorrer dessa sentença.

Para além da própria Racing Point, que pretende lavar a face, Williams, McLaren, Ferrari e Renault vão contestar a decisão, pois o sistema de arrefecimento de travões que deu origem à sanção continua a ser usado.

O GP do 70.º aniversário é a quinta corrida da temporada. Lewis Hamilton lidera o campeonato, com 88 pontos, contra os 58 de Bottas.

Perez volta a testar positivo à covid-19 e penalização por copiar a Mercedes: um dia horrível para a Racing Point

Na mesma manhã em que soube que o mexicano ainda não está disponível para voltar ao monolugar, a Racing Point, que voltará a ter Nico Hulkenberg aos volantes no GP comemorativo dos 70 anos da F1, foi multada em 400 mil euros e viu-lhe retirados 15 pontos por copiar as condutas dos travões do Mercedes do ano passado