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A 89.ª vitória de Hamilton na pior corrida da Ferrari na última década

O piloto inglês da Mercedes foi o mais rápido a terminar o Grande Prémio da Bélgica, no circuito de Spa, onde os Ferrari de Vettel e Le Clerc terminaram na 13.ª e 14.ª posições, a pior classificação para a escuderia italiana (sem que algum dos pilotos tenha abandonado a corrida) desde 2010

Diogo Pombo

Dan Istitene - Formula 1

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Duas vitórias restam para Lewis Hamilton alcançar o recorde de 91 fixado por Michael Schumacher, de quem o inglês se aproximou com mais um passeio acelerado, este em Spa, onde nunca esteve em outro lado que não a liderança e só na última volta ficou sem um pleno que parecia também mais do que encaminhado: Daniel Riccardo, à derradeira feitura da pista, conseguiu o tempo mais rápido da corrida e mais um ponto para a Renault.

Hamilton arrancou na pole position e manteve-se imune a erros no grande prémio que Max Verstappen classificou de "uma seca", cândido e sem filtros como é, ao falar no final da corrida sobre o 3.º lugar com que terminou, após poucas ultrapassagens e conflitos no alcatrão. Entre o holandês e o inglês ficou o finlandês Valtteri Bottas, ainda detentor da volta mais rápida de sempre em Spa, que conseguiu em 2018, já com a Mercedes.

Os dois Renaults de Riccardo e Esteban Ocon terminaram no 4.º e 5.º lugares, melhor resultado para a equipa francesa desde o Grande Prémio de Itália, no ano passado, com o bónus da volta mais rápida ser do australiano, efusivo e radiante pelo feito como o comprovaram as palavras ditas no rádio da equipa, findas as 44 voltas à pista - o ponto de recompensa deu à Renault o maior acumulado desde 2016.

Pior, dentro do mau que tem sido este ano para a Ferrari, ficaram os pilotos da famosa escuderia vermelha, que chegou a ter um dos seus carros a andar no último lugar da corrida, antes de as paragens nas boxes se começarem a suceder. Vettel acabaria no 13.º posto e Le Clerc no 14.º, ambos garantindo a pior classificação da Ferrari nos últimos 10 anos, numa corrida em que nenhum dos pilotos tenha abandonado.

Para o ano lá estará Calos Sainz, já contratado pela Ferrari, mas que se retirou desta corrida antes sequer de haver partida: o carro do espanhol, ainda na McClaren, teve problemas de motos na volta de instalação e, pelo segundo ano seguido, Sainz não participou na corrida do seu circuito preferido. Este Grande Prémio ficou também marcado pelo acidente de Antonio Giovinazzi, da Alpha Romeo, que puxou o safety car para a pista durante cinco voltas.