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A presença de público no GP de Portimão volta a ser uma incógnita: “Está a ser equacionado se vai ou não haver e a redução que pode existir”

Graça Freitas admite que o cenário do corrida algarvia pode ser revisto em função da evolução da pandemia

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Fernando Alonso, na altura na Renault, a testar no Autódromo Internacional do Algarve no inverno de 2009, antes do arranque da temporada

Ker Robertson/Getty

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A três de setembro, Graça Freitas anunciou que a Direção-Geral de Saúde tinha dado o OK à presença de público na Fórmula 1. A decisão de que o circuito de Portimão iria acolher uma das provas do calendário fora confirmada e Graça Freitas disse o seguinte: “À Fórmula 1 demos o parecer favorável. Até houve já um evento que serviu de piloto à Fórmula 1, as Superbike, em 7 de agosto. Foi teste para ver como era o comportamento do público nas bancadas”.

Na altura, Graça Freitas afirmou também que tudo isto poderia ser repensado no futuro, em função da evolução da pandemia do novo coronavírus. Pois bem, esta sexta-feira, o cenário mudou, alertou a DGS. “Em relação ao público nos eventos está a ser equacionado, conforme a zona, se vai ou não haver e a redução que pode existir. Sempre dissemos que todas as situações de público nos eventos tinham a ver com o tipo de evento. Neste momento ambas as questões estão a ser equacionadas conforme a região do país e incidência de casos. A DGS está a rever programação em termos de público nos eventos desportivos em função da situação em cada região do país”.

Depois de uma redução inicial, num completo que permite que 100 mil pessoas estejam a ver uma corrida de carros, estavam previstos cerca de 38 mil espetadores no GP que se disputa no dia 25 de outubro.

Esta sexta-feira foi também o dia em que a F1 cancelou o GP do Vietname, por causa do aumento de casos de covid-19 no país, uma prova que já fora adiada na primavera; além do Vietname, as provas da Austrália, China, Holanda, Mónaco, Azerbaijão, Canadá, França, Singapura, Japão, EUA, México e Brasil foram suprimidas do calendário.

Em Portugal, morreram 2.149 pessoas dos 95.902 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde. Esta sexta-feira, registaram-se mais 2.608 casos e 21 mortes.