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Hamilton à Schumacher: campeão mundial de Fórmula 1 pela 7ª vez

O piloto da Mercedes venceu o Grande Prémio da Turquia e sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1 novamente

LUSA

Murad Sezer

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O piloto britânico Lewis Hamilton (Mercedes) conquistou este domingo o sétimo título mundial de Fórmula 1 da carreira, ao vencer o Grande Prémio da Turquia, 14.ª prova da temporada, chegando às 94 vitórias, um novo máximo da modalidade.

Hamilton, que partiu do sexto lugar da grelha, deixou o mexicano Sérgio Perez (Racing Point) no segundo lugar, a 31,633 segundos, e o alemão Sebastian Vettel (Ferrari) em terceiro, a 31,960 segundos, igualando o recorde de títulos na Fórmula 1 que pertencia ao alemão Michael Schumacher.

O finlandês Valtteri Bottas (Mercedes), único com possibilidade de impedir o triunfo do piloto britânico, terminou na 14.ª posição, fora dos lugares pontuáveis.

A caminho de ser o melhor de sempre da Fórmula 1

O britânico Lewis Hamilton deu um passo de gigante para ser considerado o melhor de sempre da Fórmula 1, ao conquistar o sétimo título da sua carreira, igualando o recorde do alemão Michael Schumacher.

Hamilton, que este ano, em Portimão, já tinha superado o recorde de vitórias da modalidade, que também pertencia ao antigo piloto germânico, tem, agora, caminho livre rumo à imortalidade.

Dos karts à F1

O piloto de Stevenage, cidade inglesa onde nasceu a 7 de janeiro de 1985, 29 dias antes de Cristiano Ronaldo, teve como grande inspiração o desejo de nunca mais voltar ao lugar da infância.

Nono campeão mundial de Fórmula 1 do 'reino de sua majestade' - o 10.º foi Jenson Button, em 2009 -, Hamilton começou cedo a interessar-se pelos automóveis e, como muitos pilotos, iniciou-se nos karts, com apenas oito anos, em 1993.

Em 1995, apenas dois anos depois, já era campeão britânico e, por essa altura, cruzou-se com Ron Dennis, o patrão da McLaren, ao qual disse, aproveitando um pedido de autógrafo, que, "um dia", queria conduzir os seus carros.

Ao lado do 'rabisco', Ron Dennis escreveu: "Telefona-me dentro de nove anos. Veremos algo então". Não seria preciso esperar tanto. A conversa telefónica com Ron Dennis aconteceu em 1998, seis anos antes do previsto, e foi o patrão da McLaren a ligar ao jovem piloto, que somava vitórias atrás de vitórias, para o contratar para o programa juvenil da McLaren-Mercedes.

Hamilton chegou em 2002 à Fórmula Renault, campeonato que ganhou em 2003, para rumar, em 2004, à Fórmula 3 Euroseries. Também ganhou no segundo ano. Seguiu-se a GP2 Series e, desta vez, o triunfo aconteceu logo na estreia, em 2006.

O lema da família

O que há muito parecia inevitável, o seu ingresso na Fórmula 1, aconteceu em 2007, para fazer equipa na McLaren com o então bicampeão em título, o espanhol Fernando Alonso.

O impacto de Hamilton foi imediato e foi por muito pouco que não se sagrou campeão mundial na estreia, culpa de um problema mecânico na última corrida, para a qual partiu na liderança - perdeu por um ponto, para o finlandês Kimi Räikkönen.

Ainda assim, continua a ser hoje o piloto que mais pontos somou em época de estreia (109) e o que mais vitórias alcançou (quatro), recorde que partilha com o canadiano Jacques Villeneuve, sendo ainda o mais jovem líder do Mundial, com 22 anos e 126 dias.

Aos 35 anos, o estatuto de melhor piloto de sempre está cada vez mais perto.

"Quando eu tinha seis ou sete anos, o meu pai disse-me 'nunca desistas' e isso transformou-se numa espécie de lema de família", disse Hamilton, em 2019.

É já o recordista de pódios (162), de 'pole positions' (97), de vitórias (92) e, agora, de títulos, em igualdade com Michael Schumacher (7). Se, tal como revelou em Portimão, a renovação de contrato com a Mercedes estiver praticamente fechada, em 2021 pode sentar-se sozinho no trono de rei da Fórmula 1.

Com a mudança de regulamentos adiada para 2022, é previsível que a Mercedes estenda o seu domínio a 2021, com Hamilton à espreita de fazer o pleno dos recordes mais importantes do automobilismo. E isso é história.