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Fórmula 1

Williams “empresta” George Russell à Mercedes para substituir Hamilton

Britânico de 22 anos vai por uma semana deixar a Williams para correr na vez de Lewis Hamilton na Mercedes. O acordo surgiu depois de uma conversa "positiva e pragmática" entre as duas equipas, nas palavras de Toto Wolff, team principal da Mercedes. Jack Aitken vai substituir Russell na Williams e fazer assim a sua estreia na F1

Lídia Paralta Gomes

Mark Thompson/Getty

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Numa situação pouco usual na Fórmula 1, George Russell vai deixar o seu lugar na Williams por uma corrida para correr na vez de Lewis Hamilton na Mercedes este fim de semana no GP Sakhir. Depois do britânico sete vezes campeão do Mundo ter anunciado que estava fora da corrida por estar infetado com a covid-19, a Mercedes encontrou a solução não entre os seus pilotos de reserva, mas sim em alguém que também é da casa, já que Russell é piloto da academia da Mercedes desde 2017, quando ainda corrida na GP3 Series.

Tido como um dos grandes talentos da Fórmula 1, aos 22 anos Russell terá a oportunidade da sua vida de se mostrar à Mercedes, depois de duas temporadas numa Williams pouco competitiva e onde ainda não conseguiu pontuar, apesar de semana após semana surgir com desempenhos impressionantes em qualificação.

Contratualmente, a Williams não era obrigada a “emprestar” Russell à Mercedes mas acedeu ao pedido da equipa campeã do Mundo, que fornece unidades motrizes à equipa de Grove.

“Quero agradecer aos nossos leais parceiros da Williams pela sua colaboração e mente aberta, fazendo com que seja possível para o George correr pela Mercedes este fim de semana”, referiu Toto Wolff, team principal da Mercedes em declarações citadas pelo site oficial da Fórmula 1. Wolff, que já foi acionista da Williams, sublinhou ainda que a conversa com a Williams foi “positiva e pragmática” e que isso foi decisivo para ambas as equipas chegarem a acordo.

Russell será o primeiro membro do programa júnior da Mercedes a fazer uma corrida pela equipa, que acabou por optar não por Stoffel Vandoorne, o belga que é piloto de reserva mas que há dois anos não conduz um Fórmula 1 em corrida, mas sim por alguém já integrado no paddock.

“Ele está preparado e sabe como funcionam os pneus de 2020 e como eles se comportam nesta geração de carros”, frisou ainda Wolff, que diz estar “otimista” que Russell tenha um “forte desempenho ao lado do Valtteri [Bottas]”, que será “uma exigente referência”.

Na dança de cadeiras para o GP Sakhir, onde o brasileiro Pietro Fittipaldi fará a sua estreia, a substituir Romain Grosjean na Haas, haverá outro rookie na grelha: o britânico Jack Aitken vai deixar por uma semana a Fórmula 2 para tomar o lugar de Russell na Williams, onde é piloto de reserva.