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“Não gostei mesmo nada. Grande parte daquilo é falso”: o Mundo adora “Drive to Survive”, Max Verstappen nem por isso

O piloto holandês da Red Bull voltou a criticar os malabarismos narrativos que a série da Netflix utiliza para retratar aquilo que se passa nos bastidores da Fórmula 1. "É só sensacionalismo", disse Verstappen numa entrevista para um dos seus patrocinadores

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Mark Thompson/Getty

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A série documental “Drive to Survive”, que mostra os bastidores da Fórmula 1 e acompanha as emoções dos pilotos a cada prova, é um dos grandes sucessos da Netflix e trouxe todo um novo público à competição rainha do desporto automóvel.

Porém, para quem nela entra o apelo não é o mesmo. Max Verstappen, por exemplo, não é o maior adepto de ver as câmaras da Netflix pelo paddock e tudo porque, diz, a série não é um retrato verdadeiro daquilo que se passada Fórmula 1.

“Não gostei mesmo nada [de ‘Drive to Survive’]”, disse o holandês numa entrevista para o canal de YouTube da G-Star Raw, um dos seus patrocinadores. “Porque grande parte daquilo é falso. Eu sei o que falo com os meus engenheiros. Houve coisas que eu disse na Austrália ou na Áustria e que eles utilizaram para retratar outro Grande Prémio, para tornar tudo mais excitante. Eu acho que isso não está correto. É só sensacionalismo”, frisou o piloto da Red Bull.

Não é a primeira vez que Verstappen se atira à série da Netflix. Já em fevereiro, numa entrevista ao apresentador Anas Bukhash, o holandês dizia que tudo o que os pilotos diziam era “usado para encaixar na história”, mostrando-se pouco satisfeito com o retrato que dele faziam.

Na mesma entrevista para o seu patrocinador, Max Verstappen diz ainda que viu e gostou de “Last Dance”, o documentário sobre Michael Jordan, também da Netflix, e que encontrou paralelismos entre o basquetebolista e ele próprio: “A determinação, aquela coisa de não desistir e querer sempre ser o melhor”.

Sobre ídolos, diz que nunca os teve. “Pósteres nas paredes do meu quarto? Nem um. Só tinha um mapa do mundo, com os países e as cidades”, revelou.