Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Fórmula 1

Covid-19. GP Bahrein terá adeptos nas bancadas. Quem? Só vacinados ou curados

O primeiro GP da temporada 2021 de Fórmula 1, de 26 a 28 de março, terá as portas abertas a quem já teve covid-19 e a quem já tenha tomado as duas doses da vacina. No entanto, a máscara continuará a ser obrigatória

Lusa

Clive Mason - Formula 1/Getty

Partilhar

A estreia do campeonato do Mundo de Fórmula 1, entre 26 e 28 de março no Bahrein, vai poder ser assistida ao vivo somente por espetadores vacinados ou curados da covid-19, anunciou esta quinta-feira a organização.

“Os fãs devem saber que a entrada só será permitida a pessoas que foram totalmente vacinadas (duas semanas após receber a segunda dose) e recuperadas da covid-19 (duas semanas desde a data da infeção)”, especificam os organizadores.

A organização entende que os vacinados já tem resistência ao vírus, enquanto quem já esteve infetado e recuperou têm poucas hipóteses de contrair a doença novamente, apesar de alguns relatos de reinfeção em pacientes que não desenvolveram a imunidade.

A decisão surge numa altura em que se discute o passaporte da vacina: a situação dos espetadores será controlada através de um aplicativo de rastreamento de doenças local.

Ainda assim, continuarão a ser obrigatórias as regras de distanciamento social e outras medidas, como o uso de máscara.

Em 2020, a maioria das corridas da Fórmula 1 foram realizadas à porta fechada, e as disputadas no Bahrein, no final de novembro e início de dezembro, foram realizadas apenas na presença de membros de equipas médicas do reino.

Os testes da pré-temporada vão decorrer também no Bahrein, entre 12 e 14 de março, sendo que o país ofereceu a vacina da covid-19 a todo o ‘staff’ ligado ao evento.

Ainda assim, esse gesto não deve ser aceite, pois a Fórmula 1, cujas escuderias estão sedeadas na Europa, não deseja beneficiar de privilégios em relação ao calendário de vacinação no Velho Continente.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.560.789 mortos no mundo, resultantes de mais de 115, 1 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.