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Fórmula 1

Lando Norris, a esperança da McLaren para um regresso aos anos de glória

O piloto britânico tem arrancado elogios em todo o lado, seja dentro da sua equipa, adversários ou amantes de Fórmula 1. Norris está cada vez mais confortável entre a Mercedes e a Red Bull, deixando claro que ser 'o melhor dos restantes' já não é suficiente para ele

Rita Meireles

Bryn Lennon

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Quando o tema era os maiores talentos da nova geração de Fórmula 1, eram nomes como Max Verstappen, Charles Leclerc ou George Russel a ser chamados à conversa. Se por um lado estavam todos certos em relação a Max, por outro, deixar Lando Norris de fora foi um erro.

Lando tem dado nas vistas ao longo da atual temporada do mundial de Fórmula 1. O britânico soma agora 101 pontos e está na quarta posição do ranking de pilotos, a apenas três pontos do terceiro classificado Sergio Pérez, da Red Bull. E é o único piloto, entre os 20, que pontuou nas nove corridas já realizadas.

Até agora chegou ao pódio por três vezes, a primeira em Imola, Itália, seguida do Mónaco e Áustria. São estes resultados, em conjunto com os pontos do colega de equipa Daniel Ricciardo, que vão assegurando o terceiro lugar da McLaren no mundial de construtores, com mais 19 pontos que a Ferrari, principal adversária.

Estes foram motivos suficientes para levar Zak Brown, diretor executivo da McLaren, a apostar em Lando para as próximas duas épocas, através da renovação de contrato anunciada em maio. Em comunicado, o piloto garantiu que o seu objetivo passa por vencer corridas e tornar-se campeão do mundial de Fórmula 1 pela McLaren. Será Lando a peça que faltava para devolver à equipa a glória de outros tempos?

A resposta parece ser sim. É que se até aqui a responsabilidade passava por manter a McLaren como a melhor equipa atrás das gigantes Mercedes e Red Bull, no fim de semana passado o piloto colocou-se um passo à frente, ao fazer frente ao sete vezes campeão do mundo Lewis Hamilton, piloto da Mercedes, e conquistar o terceiro lugar. Sendo que no dia anterior tinha terminado a qualificação com o segundo melhor tempo, o que o levou à linha da frente na grelha de partida. Desde 2012, no Brasil, quando os pilotos eram Lewis Hamilton e Jenson Button, que a McLaren não tinha um piloto nos lugares da frente da grelha.

Lewis Hamilton foi, aliás, o último a colocar a equipa no topo da modalidade, mas para isso é necessário recuar ainda mais no tempo. Era a sua segunda temporada na McLaren, em 2008. Depois de uma renovação de contrato que o ligava à equipa por mais quatro anos, Lewis provou que a aposta foi correta e, após um quinto lugar no Grande Prémio do Brasil, entrou para a história como o mais novo campeão mundial da história da Fórmula 1.

Lewis Hamilton e Lando Norris no final do Grande Prémio da Emília-Romanha 2021

Lewis Hamilton e Lando Norris no final do Grande Prémio da Emília-Romanha 2021

Dan Istitene - Formula 1

Lando tem agora 21 anos e já não consegue fugir às comparações com Hamilton. Ou pelo menos à expectativa que lhe siga os passos. Até porque já não é a primeira vez que o faz.

Em 2014, foi campeão mundial de karting, categoria KF, e fez história por ser o mais jovem de sempre a vencer. O detentor do título até esse momento era Lewis Hamilton.

Juntou-se à McLaren em 2017, o ano em que se tornou o campeão de Fórmula 3 na Europa mais jovem de sempre. Os primeiros passos com o fato cor-de-laranja ‘papaya’ deu-os como piloto de reserva e testes para a temporada de 2018, ao mesmo tempo que conquistou oito pódios na Fórmula 2, que lhe valeu o segundo lugar na competição.

O ano seguinte marcou a sua chegada à Fórmula 1. Com Carlos Sainz como colega de equipa, Lando terminou o ano de rookie na 11.ª posição, com 49 pontos. A temporada seguinte não podia ter começado da melhor forma, com o piloto a conquistar o seu primeiro pódio no Grande Prémio da Áustria. Os seus 97 pontos totais em conjunto com os 105 de Sainz deram à McLaren a terceira posição no mundial de construtores.

Além dos três pódios e dos pontos conquistados em todas as corridas, a época atual conta já com um quarto lugar, mais quatro corridas na quinta posição e uma em oitavo. Mais importante que isso: Lando parece saber, agora, a receita para se colocar entre os Mercedes e os Red Bull. E o futuro volta a sorrir à McLaren.