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Fórmula 1

A forma como Hamilton usa o seu sucesso está a resultar: F1 anuncia estágios e bolsas de estudo para grupos pouco representados

Passaram cerca de 24 horas desde a publicação do relatório da comissão de Lewis Hamilton, no qual foram divulgadas recomendações para tornar o mundo dos desportos motorizados mais inclusivo. E os resultados já estão à vista: a Fórmula 1 foi a primeira a responder à chamada

Rita Meireles

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Foi na primeira categoria, destinada ao apoio e empoderamento, que a The Hamilton Commission sugeriu, entre outras coisas, a expansão da oferta de estágios, criação de programas de apoio e a atribuição de bolsas de estudo que permitam aos licenciados progredirem na sua carreira profissional. As recomendações são feitas a todas as equipas envolvidas no Mundial de Fórmula 1, assim como às empresas envolvidas em todas as partes do processo.

A Fórmula 1 foi a primeira a agir, esta quarta-feira, ao anunciar as medidas que são consideradas um seguimento do trabalho iniciado com a iniciativa #WeRaceAsOne, criada no ano passado.

“Todas as equipas estão empenhadas nisto e o trabalho da Hamilton Commission mostra a dedicação em abordar estas questões através da Fórmula 1”, afirma Stefano Domenicali, presidente e diretor-executivo da Fórmula 1, em comunicado.

No total serão 10 bolsas de estudo, atribuídas no Reino Unido (Universidade de Cambridge, Universidade de Coventry, Universidade Metropolitana de Manchester, Universidade de Oxford e Universidade de Strathclyde) e em Itália, na MUNER - The Motorvehicle University of Emilia-Romagna.

A bolsa irá cobrir desde as propinas às despesas de alojamento e será atribuída a estudantes de grupos com pouca representação, incluindo minorias étnicas, mulheres e jovens com origens menos privilegiadas.

O programa de formação de aprendizes, onde estão disponíveis duas vagas, tem como foco a área da engenharia mecânica. Já os estágios irão cobrir diversas áreas dentro da organização. São seis vagas, sendo que duas já foram atribuídas, em departamentos como marketing ou comunicação.

“A Fórmula 1 é um desporto global com adeptos em todo o mundo. Queremos ser tão diversos como a nossa base de fãs e é por isso que estamos a tomar medidas para garantir que pessoas talentosas de grupos sub-representados tenham as melhores oportunidades para entrar e construir uma carreira fantástica neste desporto fantástico”, diz Stefano Domenicali.

A iniciativa #WeRaceAsOne tem como pilares a diversidade e inclusão, sustentabilidade e comunidade. Além do anunciado esta quarta-feira, inserido no primeiro pilar, estão também a ser aplicadas medidas que visam diminuir o uso de plástico, diminuir a pegada de carbono ou impulsionar mudanças positivas dentro das comunidades locais.