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Um GP diferente: Silverstone vai estrear o F1 Sprint para alterar a programação da corrida

A Fórmula 1 vai, este ano, testar um novo segmento de qualificação em três corridas. A primeira é já esta semana em Silverstone e a Tribuna Expresso explica-lhe todas as mudanças que esta novidade provoca.

Rita Meireles

SOPA Images

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O futebol não regressou a casa, mas a Fórmula 1 sim. Esta semana, o Mundial regressa ao local onde o primeiro grande prémio teve lugar, em 1950: Circuito de Silverstone, em Inglaterra. Mas se até aqui as coisas já estavam muito diferentes dessa primeira corrida, a partir de agora vão ficar ainda mais.

Se fez planos de forma a que nada coincida com os horários da corrida, qualificação e treinos, chegou a hora de fazer alterações na agenda.

O primeiro dia da semana, no que à competição diz respeito, continua a ser a quinta-feira, com as conferências de imprensa dos pilotos. As alterações começam no dia seguinte, com o primeiro treino livre logo após a hora do almoço e a qualificação, com os habituais três segmentos a ter, agora, lugar ao final da tarde de sexta (18h em Portugal).

Esta alteração tem origem na introdução do F1 Sprint, que é, no fundo, o quarto segmento de qualificação para a corrida. O objetivo da qualificação de sexta-feira passa a ser definir os lugares na grelha de partida do sprint, que, por sua vez, define as posições para a corrida.

Mas, como funciona o F1 Sprint?

A corrida de 100 quilómetros, que equivale a 17 voltas no caso de Silverstone, tem uma duração entre 25 e 30 minutos. Ou seja, foi pensada de forma a criar um segmento mais rápido e curto. Por isso mesmo, não existe a necessidade de paragem nas boxes. Os pilotos podem usar o conjunto de pneus que preferirem.

Além de definir a grelha de partida para a corrida, esta qualificação extra dá ainda a possibilidade de os pilotos obterem pontos extra. São três pontos para o primeiro classificado, dois para o segundo e um para o terceiro. No final, não haverá uma cerimónia como no final da corrida, nem as vitórias e pódios serão considerados nas estatísticas pessoais de cada piloto. Ainda assim, haverá uma pequena cerimónia com direito a colares de flores, como já foi comum na Fórmula 1.

Jackie Stewart depois de vencer o Grande Prémio do Mónaco, em 1966

Jackie Stewart depois de vencer o Grande Prémio do Mónaco, em 1966

Victor Blackman

Outras alterações que esta novidade provoca passam pela obrigatoriedade do uso dos pneus soft na qualificação de sexta-feira, o que faz com que na corrida a escolha dos pneus seja livre para cada equipa. Além disso, deixam de ser três treinos livres e passam a ser apenas dois, com o segundo a ter lugar na manhã de sábado.

Este ano, apenas três circuitos contarão com esta novidade. Silverstone é o primeiro e os outros três estão ainda por anunciar. Esta ideia é para manter no futuro. Caso o formato seja um sucesso, a ideia passa por manter o F1 Sprint em apenas alguns circuitos ao longo da temporada.

Vários pilotos já reagiram a esta novidade, mas nem todos têm a mesma opinião. Em declarações ao website "Motorsports", Lewis Hamilton, piloto da Mercedes, mostrou-se pouco entusiasmado: “Vai ser um treino, provavelmente. Esperemos que tenha algumas ultrapassagens, mas o mais provável é que não seja demasiado entusiasmante”, afirma.

Por outro lado, George Russel, da Williams, considera que esta pode ser uma boa oportunidade para a sua equipa, uma vez que talvez outras equipas enfrentem esta oportunidade de uma forma mais conservadora e não arrisquem tanto.

“Numa posição como a nossa, quando se está na parte de trás da grelha, é preciso arriscar. Isto é uma oportunidade, porque vai haver pessoas com uma abordagem diferente”, disse o piloto no podcast "F1 Nation".