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Fórmula 1

"Todos merecem ter a liberdade de serem eles próprios": Hamilton e Vettel demonstram apoio à comunidade LGBTQ+ na chegada da F1 à Hungria

Como já tem sido habitual, os pilotos de Fórmula 1 voltaram a tornar pública a sua posição em relação a um tema social e com associações políticas. Desta vez foram Lewis Hamilton e Sebastian Vettel

Rita Meireles

Pool

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Os pilotos de Fórmula 1 chegaram na passada quinta-feira a Budapeste, onde até domingo marcam presença para o Grande Prémio da Hungria, que corresponde à 11.ª etapa do Mundial de Fórmula 1.

Entre os adeptos e a imprensa, a expectativa era de que o incidente que envolveu Lewis Hamilton e Max Verstappen na etapa anterior, no circuito de Silverstone, estivesse em cima da mesa. Mas os pilotos tinham outra ideia.

Ainda antes de chegar ao circuito, Hamilton partilhou, no seu perfil do Instagram, uma imagem com as cores do arco-íris como fundo. Na mensagem endereçada a todo o “lindo país” que é a Hungria, o sete vezes campeão do mundo presta o seu apoio a todas as pessoas afetadas pelas leis anti-LGBTQ+ implementadas pelo governo húngaro.

“É inaceitável, cobarde e desviante por parte de quem está no poder sugerir uma lei destas. Todos merecem ter a liberdade de serem eles próprios, não importa quem amam ou como se identificam”, lê-se na publicação do piloto britânico.

O piloto da Mercedes termina a publicação com um apelo aos húngaros, para que protejam os direitos desta comunidade quando se deslocarem às urnas para votarem no próximo referendo.

De uma forma mais discreta, mas nem por isso menos importante, Sebastian Vettel, da equipa Aston Martin, chegou ao local da corrida com umas sapatilhas com um desenho de um arco-íris.

A manifestação pública dos pilotos de Fórmula 1 chega pouco mais de um mês depois de a UEFA ter proibido a iluminação do Allianz Arena com as cores do arco-íris no Alemanha-Hungria, do Euro 2020.

No momento da decisão, a UEFA entendeu que a ação iria passar uma mensagem política que não iria de encontro à identidade neutra a nível político e religioso da entidade.

No que diz respeito à Fórmula 1, este tipo de manifestações ocorrem em praticamente todas as semanas de corrida.