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Fórmula 1

Daniel Ricciardo e a primeira parte da época com a McLaren: “Eu quero toda a glória hoje, mas é definitivamente um processo”

Durante a pausa de verão do Mundial de Fórmula 1, o piloto australiano abordou os resultados inesperados que tem tido ao longo das corridas já realizadas. À ESPN garantiu não esperar que as coisas corressem bem à primeira, uma vez que não é suposto que assim seja

Rita Meireles

Mark Thompson

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Desde que Daniel Ricciardo foi anunciado como nova contratação da McLaren, os adeptos começaram a contar os dias para o início da temporada de 2021 do Mundial de Fórmula 1. As expetativas estavam lá em cima, mas a verdade é que o piloto acabou por protagonizar um início mais lento do que o esperado.

O melhor resultado de Ricciardo ao longo das 11 rondas já realizadas foi um quinto lugar, em Silverstone, Inglaterra. O pior foi no Grande Prêmio da Estíria, Áustria, onde não foi além da 13.ª posição. Pelo meio terminou por três vezes no sexto lugar, duas vezes em sétimo e outras duas em nono, uma vez em 11.º e uma vez em 12.º.

Mas a primeira grande surpresa chegou em Portugal. Na qualificação, os Mercedes foram os carros mais rápidos. Valtteri Bottas conquistou a pole position e Lewis Hamilton juntou-se a ele na linha da frente da grelha. Mas para encontrar Ricciardo, foi preciso descer até à 16.ª posição. O australiano foi eliminado logo na primeira ronda da qualificação, algo que não acontecia desde o Grande Prémio de Japão, em 2019.

A diferença de pontos entre os dois pilotos da McLaren também tem dado que falar. É que enquanto Ricciardo está com um total de 50 pontos, o colega de equipa Lando Norris chegou já aos 113, e está na terceira posição do ranking de pilotos.

Já na pausa de verão obrigatória para os pilotos e equipas da modalidade, Ricciardo falou com a ESPN sobre a primeira parte da temporada e mostrou não estar em pânico com o começo ao serviço da equipa britânica.

“Não me interpretem mal, eu estou a tentar. Eu quero toda a glória hoje. Mas suponho que a experiência me diz que é definitivamente um processo”, disse o piloto australiano à ESPN. “Com a idade, sabedoria e provavelmente a maturidade vem alguma compostura. Quando era mais novo, quando esperava tudo e nada estava a acontecer, então sim, provavelmente já teria feito algumas birras e perdido mentalmente, por assim dizer”.

O piloto acredita que este é o momento para “encontrar algumas respostas”, em vez de virar as costas a tudo. Até porque Ricciardo não esperava chegar e vencer no primeiro dia, pois acredita que, na Fórmula 1, não é suposto ser assim tão fácil. “Não importa o quão bom eu ache que sou, não deve ser assim tão fácil”, disse.

Com os resultados obtidos nestas 11 rondas, Ricciardo foi obrigado a lidar com alguma frustração. “Estou apenas a tentar habituar-me e não deixar que a frustração se torne algo negativo. A frustração pode estar lá uma ou duas horas após uma corrida, ou uma qualificação, mas é seguir em frente, tentar ser eficiente e produtivo e manter a moral”, afirmou.

O piloto, que viu a corrida no seu país de origem ser cancelada, adiando de novo o seu regresso a casa desde que a pandemia começou, volta a vestir o fato da McLaren no próximo dia 27 de agosto, no primeiro treino livre do Grande Prémio da Bélgica.