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Fórmula 1

Verstappen sucede a Nelson Piquet e parte da pole para o GP Países Baixos

Pela primeira vez a correr num grande prémio em casa, Max Verstappen (Red Bull) foi o mais rápido na qualificação no regresso da Fórmula 1 a Zandvoort, 36 anos depois

Lídia Paralta Gomes

Dan Istitene - Formula 1/Getty

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Mesmo durante a ausência dos Países Baixos do calendário da Fórmula 1, a onda laranja já viajava um pouco por toda a Europa atrás de Max Verstappen. Mais em Spielberg, na Áustria, sede da Red Bull, ou em Spa, na vizinha Bélgica. Agora já nem o precisam de fazer: depois do adiamento do ano passado, devido à pandemia, Zandvoort está finalmente de regresso e o neerlandês tem o seu grande prémio caseiro, com bancadas coloridas e barulhentas a acompanhar.

E nada melhor que brindar os seus adeptos, que esperaram 36 anos para voltar a ver a Fórmula 1 nos Países Baixos, com uma pole position a abrir o fim de semana. É a sétima vez esta temporada que Verstappen vai partir da frente, sucedendo assim a Nelson Piquet, que em 1986 havia sido o homem mais rápido na qualificação para o último GP Países Baixos - curiosamente, algo os une, já que o jovem da Red Bull namora com Kelly Piquet, filha do brasileiro três vezes campeão mundial.

No meio dos fumos laranjas e do barulho ensurdecedor dos holandeses, Lewis Hamilton, num último esforço, quase roubou a pole a Max, ficando no entanto a 0,038 s do homem da casa. O seu colega na Mercedes, Valtteri Bottas, foi 3.º, a 0,337s de Verstappen.

Quem brilhou também nas curvas inclinadas de Zandvoort foi Pierre Gasly (Alpha Tauri), 4.º na qualificação, e mais surpreendente ainda foi o 7.º posto de Antonio Giovinazzi, de quem se diz estar com um pé fora da Alfa Romeo.

Numa qualificação marcada por duas batidas fortes dos dois Williams de George Russell e Nicolas Latifi no final da Q2, as desilusões foram Lando Norris, a falhar uma Q3 pela primeira vez esta temporada (foi 13.º), e mais ainda Sergio Pérez, colega de equipa de Verstappen que nem sequer da Q1 passou e vai partir de 16.º