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Fórmula 1

As muitas vidas do GP EUA dentro das muitas vidas desta época: Verstappen resiste, vence e é mais líder do Mundial

Max Verstappen perdeu a liderança na partida, voltou a ganhá-la nas boxes e no final foi obrigado a gerir a aproximação de Lewis Hamilton. No regresso da F1 aos Estados Unidos, houve milhares nas bancadas e emoção até ao fim. À americana

Lídia Paralta Gomes

Jared C. Tilton/Getty

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São anos e anos de ligação, mas por vezes parece que a relação entre os norte-americanos e a Fórmula 1 nunca foi de amor assolapado. Talvez eles continuem a preferir as ovais, os grandes duelos da NASCAR, mas de falta de motivos para não caírem de quatro não se podem queixar este ano: o GP EUA teve emoção, muitas vidas, muitos possíveis desfechos e uma vitória de Max Verstappen no limite, com Lewin Hamilton a chegar colado ao holandês, que nos últimos momentos teve de gerir da melhor maneira os seus pneus mais desgastados.

Num fim de semana em que os Red Bull pareceram sempre um passo à frente dos Mercedes, Lewis Hamilton sabia que uma vitória em Austin dependeria de um bom arranque e de uma boa estratégia. A primeira parte da equação resultou: o britânico reagiu que nem bala ao desaparecimento dos cinco semáforos vermelhos e no final da primeira curva já era líder.

A Red Bull respondeu chamando o neerlandês mais cedo para a primeira troca de pneus, com Max a conseguir o undercut a Hamilton, reconquistando o 1.º lugar. Perdendo a vantagem inicial, a Mercedes tentou aquilo que tantas vezes já lhe correu bem: apostar numa paragem mais tardia na 2.ª ida às boxes, rezando por uma perda de performance dos pneus de Max, mais antigos, no final da corrida.

Aconteceu. Mas apenas em parte. Nas últimas voltas, o sete vezes campeão mundial ganhou oito segundos a Verstappen, na derradeira volta chegou a ter DRS, mas o holandês resistiu, conquistando a 8.ª vitória da temporada e aumentando a vantagem na frente do Mundial para 12 pontos, quando faltam cinco corridas para o fim da temporada.

O lugar mais baixo do pódio foi para o mexicano Sergio Pérez (Red Bull), com Charles Leclerc (Ferrari) a fazer mais uma corrida praticamente sozinho até ao 4.º lugar.

E mesmo que a Fórmula 1 pareça ainda não dizer tanto às gentes dos Estados Unidos como diz aos europeus, este GP EUA de 2021 poderá ter marcado a viragem: ao longo do fim de semana estiveram 400 mil pessoas nas bancadas do COTA, em Austin, um recorde de assistência. No próximo ano, além do Texas, haverá Fórmula 1 em Miami.

O Mundial segue daqui a duas semanas para o México, circuito em que os Red Bull têm tradicionalmente vantagem sobre os Mercedes.