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Fórmula 1

GP Catar. Vitória na pista 30 para Hamilton - e o regresso de Alonso aos pódios, sete anos depois

Britânico liderou do início ao fim em Losail, juntando mais uma pista ao seu currículo de vitórias. Verstappen, penalizado em cinco lugares da grelha antes do arranque, foi 2.º e a luta pelo título está agora presa por oito pontos, quando faltam duas corridas. O GP Catar fica ainda marcado pelo 3.º lugar de Fernando Alonso, que se torna também no segundo quarentão a subir ao pódio neste século

Lídia Paralta Gomes

Clive Mason

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Não será exagerado dizer que boa parte do GP Catar se definiu algures entre as duas horas que antecederam a partida e a volta 5. Antes do arranque, Max Verstappen recebeu uma penalização de cinco lugares por ter desrespeitado uma dupla bandeira amarela na qualificação, transformando um 2.º lugar na grelha num 7.º - Valtteri Bottas baixou três lugares, também penalizado.

E tudo isso abriu as portas a uma vitória fácil de Lewis Hamilton em Losail. Tudo o que o britânico precisava para colocar o traçado catarense no lugar 30 das pistas onde já venceu era não falhar o arranque e quando as luzes vermelhas se apagaram o sete vezes campeão do Mundo, com pneus médios, defendeu-se bem dos ataques de Pierre Gasly (AlphaTauri) e Fernando Alonso (Alpine), ambos com macios.

A partir daí foi gerir. O arranque fulgurante de Verstappen, que subiu para 4.º e à 5.ª volta já era 2.º, ainda fez crer numa luta em pista pelo 1.º posto entre os dois pilotos que lutam pelo título, mas o Red Bull não teve andamento para se chegar à frente e Hamilton liderou de fio a pavio, sem ser incomodado na frente e com tempo e espaço para antever e responder à estratégia da Red Bull.

A vitória de Hamilton e o 2.º lugar de Verstappen (que ainda foi buscar o ponto da volta mais rápida) colocam agora a batalha pelo Mundial numa diferença de oito pontos, ainda com o neerlandês na frente, quando faltam duas corridas para o final da época.

Mais estória (e história) teve o 3.º lugar de Fernando Alonso, que aproveitou um erro de cálculo da Red Bull na estratégia de Sergio Pérez (que fez uma segunda paragem quando talvez não fosse necessário) para voltar a um pódio na Fórmula 1 sete anos depois do último, quando ainda era piloto da Ferrari.

Dan Istitene - Formula 1

O espanhol pode ainda dar graças a todos os deuses do automobilismo pela chegada de um virtual safety car nas últimas voltas, após o abandono de Nicholas Latifi (Williams), que impediram a aproximação do mexicano da Red Bull. Alonso levou assim de novo um Alpine ao pódio este ano, depois da vitória surpresa de Esteban Ocon no GP Hungria. Foi também no Hungaroring que Alonso tinha feito o último pódio - daí para cá passaram-se 105 provas, com o asturiano a tornar-se também no primeiro piloto com mais de 40 anos a terminar numa das três primeira posições desde Michael Schumacher em 2012.

O GP Catar foi, em geral, uma boa operação para a Alpine, com Ocon a chegar em 5.º, numa prova em que as desilusões chegaram da McLaren, com Norris apenas em 9.º e Ricciardo fora dos pontos, e da AlphaTauri, que depois de uma qualificação auspiciosa, com os dois carros no Q3, saem de Losail sem qualquer ponto.

Destaque também para o bom 6.º lugar de Lance Stroll (Aston Martin) e dos 7.º e 8.º lugares de Carlos Sainz e Charles Leclerc, que reforçam assim a candidatura da Ferrari ao 3.º lugar nos construtores, onde a McLaren está em nítida quebra. Nessa particular luta, e apesar da vitória de Hamilton, a Mercedes saiu a perder, já que Bottas não terminou a prova, com a equipa a optar por retirar o carro já depois do finlandês sofrer um furo na segunda parte da corrida que o atirou para fora do top 10.

A Fórmula 1 regressa daqui a duas semanas, com mais uma pista nova no calendário, o circuito citadino de Jeddah, que ainda há poucos dias parecia um verdadeiro estaleiro de obras.