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Futebol Sem Género: jogadoras aguardam resposta da FPF e não vão "reagir a declarações ou opiniões trazidas a público"

O movimento "Futebol Sem Género" publicou, na noite de sábado, um comunicado no qual afirma que "não irá afastar-se daquilo que é o essencial" da lutam que travam: "convencer a FPF de que está errada na sua intenção de impor um teto salarial somente aplicável ao futebol feminino"

Diogo Pombo

D.R.

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Sejam do presidente do Sindicato dos Jogadores ou alguém da mesma entidade, sejam da diretora para o futebol feminino da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o movimento "Futebol Sem Género" afirma que "não irá reagir a declarações ou opiniões trazidas a público", por "muito erradas e infundadas que sejam e, no caso, são".

O grupo de 132 jogadores que protestam contra a decisão da FPF em propor, como medida transitória, um limite salarial às equipas da I Liga, garantiram, no sábado, via comunicado, que se vão manter no "que é essencial" na luta que decidiram travar: "com os argumentos que fez constar do seu exercício do direito de participação, convencer a FPF de que está errada na sua intenção de impor um teto salarial somente aplicável ao futebol feminino".

O movimento "aguarda" que a FPF "diga se mantém a sua opinião de que é admissível a imposição" do limite de 550 mil euros à massa salarial de cada equipa da Liga BPI, a partir da próxima época e se tal "não fere os mais elementares direitos fundamentais". Os argumentos das jogadoras constam num direito de resposta que enviaram à federação, a que a Tribuna Expresso teve acesso.

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O comunicado oficial na íntegra:

"O movimento Futebol Sem Género não irá afastar-se daquilo que é o essencial desta sua luta que é o de, com os argumentos que fez constar do seu exercício do direito de participação, convencer a FPF de que está errada na sua intenção de impor um teto salarial somente aplicável ao futebol feminino.

E como movimento livre e independente, não irá reagir a declarações ou opiniões trazidas a público, seja do Presidente do Sindicato, seja de quadros desse mesmo Sindicato, seja até, de quadros internos da própria FPF, por muito erradas e infundadas que as mesmas sejam e, no caso, são.

Deste modo, o movimento Futebol Sem Género aguarda que a FPF diga se mantém a sua opinião de que é admissível a imposição de um teto salarial somente aplicável ao futebol feminino e, se o mesmo, não fere os mais elementares direitos fundamentais."