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Quando Natalie Portman, Serena Williams, Jennifer Garner e Eva Longoria se juntam, nasce uma equipa profissional de futebol feminino

Várias atrizes e desportistas juntaram-se para criar uma nova equipa em Los Angeles, que estará na National Women’s Soccer League (NWSL), a principal competição de futebol feminino dos Estados Unidos, a partir de 2020. Tudo nasceu no momento em que Portman tomou conhecimento da luta das jogadoras da seleção norte-americana por um pagamento junto e igual aos colegas homens

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Chelsea Guglielmino/Getty

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O ativismo e a luta pela igualdade não se faz apenas de palavras e um grupo de atrizes e atletas bem conhecidas uniram-se para levar uma nova equipa profissional de futebol feminino à Califórnia. A partir da época de 2020, a equipa, para já chamada de “Angel City”, com sede em Los Angeles, fará parte da National Women’s Soccer League (NWSL), a principal competição de futebol feminino dos Estados Unidos e é um projeto que tem como uma das principais líderes a atriz Natalie Portman.

De acordo com o portal “The Athletic”, entre os proprietários da equipa estão ainda Serena Williams e a sua filha, Olympia, que com apenas dois anos será, diz o “The Athletic”, a mais jovem sócia de uma equipa profissional nos Estados Unidos, além de outras atrizes como Jennifer Garner, Eva Longoria, America Ferrara e Uzo Aduba. Abby Wambach, Mia Hamm e Lauren Holiday, antigas internacionais pela seleção nacional norte-americana, também têm participações na equipa.

Em entrevista ao “The Athletic”, Natalie Portman revelou que o interesse no futebol feminino começou em dezembro de 2018, num almoço com a empreendedora Kara Nortman, quando esta lhe falou da luta das jogadoras norte-americanas pela igualdade de pagamento. Seguiram-se encontros com jogadoras da seleção e com Becca Roux, a presidente da associação de jogadoras.

“A Alex e a Becca foram incrivelmente interessadas, partilharam comigo as suas questões e a situação das jogadoras, bem como a necessidade de existirem mulheres proprietárias na NWSL. Partilhei com elas também o meu trabalho com o Time’s Up para acabar com o assédio sexual e a discriminação de pagamento na indústria do entretenimento”, revelou a atriz, vencedora de um Oscar pelo seu desempenho em “Cisne Negro”, de 2010.

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Daí até cá, Portman organizou vários eventos para mulheres do mundo do entretenimento e da tecnologia, em que deu a conhecer a luta das jogadoras da seleção nacional norte-americana e em abril várias atrizes estiveram presentes no encontro dos Estados Unidos com a Bélgica, de preparação para o Mundial de 2019 e a Time’s Up e a seleção feminina continuaram a trabalhar em conjunto no tema do pagamento justo para as mulheres.

E para Portman tornou-se óbvio que era necessário que Los Angeles tivesse uma equipa profissional.

“Queremos construir uma base de adeptos que não esteja apenas com a equipa no campo mas também que faça algo pela comunidade”, sublinhou ainda a atriz.